sábado, 3 de setembro de 2016

Pós-impeachment.





Pós-impeachment.


            Entender porque o governo petista ruiu é muito fácil, bastando observar os números, por mais que a propaganda do partido vendesse a ideia de que o Brasil era uma Suécia, a economia do Brasil empobreceu. Com um PIB que teve a maior queda entre todos os países do mundo, 12 milhões de desempregados e renda per capita com queda de 22% durante o governo Dilma, mais as notícias de corrupção da Lava-Jato  e culminando com o pedido de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados pelo jurista Hélio Bicudo (um dos fundadores do PT), a advogada Janaína Paschoal e o advogado Miguel Reale Júnior sob o argumento de infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) fez com que milhões de brasileiros vestidos de verde e amarelo saíssem as ruas pedindo a saída da Presindenta, como ela gostava de ser chamada. Este processo doloroso, mostrando um amadurecimento da democracia brasileira, culminou no impeachment, não sem antes um acordo ter sido feito nos bastidores, pois diferentemente do caso Collor, foram mantidos os direitos políticos da ré. Não vou entrar nos méritos jurídicos, embora ache que claramente a Constituição não foi respeitada.
            O que se viu após o impeachment, foi uma série de atos de vandalismo realizados por um grupo de pessoas (em sua maioria jovens) patrocinadas por movimentos sociais ou com a cabeça feita por este pensamento de esquerda que varre boa parte da América Latina. Particularmente sou liberal (me chamam de “coxinha”), mas queria descolar desta dicotomia ESQUERDA X DIREITA, COXINHAS X PETRALHAS, CERTO X ERRADO, pois estamos perdendo um tempo profundo se não analisarmos as causas que emperram o Brasil. Os péssimos números apresentados pelo governo Dilma já foram apresentados e seu antecessor só não teve um desempenho ruim, pois a China levava o Brasil nas costas comprando tudo quanto é tipo de commodities e trazendo divisas para o país (não vou tecer maiores comentários sobre o governo Lula, pois não é este o foco do meu pensamento de agora). Temos que lutar todos juntos por uma reforma na Constituição, pois é nela que está a origem de tudo. Se não vejamos: passa pelo pacto federativo, em que 68% de todos os tributos arrecadados no Brasil vão direto para o governo federal, que todo mês distribui um percentual para Estados e municípios. Resumidamente, 58% da arrecadação fica em Brasília, 24% nos Estados e 18% nos municípios. Enquanto a União acumula recursos, os demais entes federativos têm que responder as demandas da área de saúde, segurança e educação. Claro que não tem como funcionar desta maneira. Saindo do aspecto federativo e econômico que produz um cipoal de tributos em cascata de difícil discernimento por parte das empresas e cidadãos, vamos para a política nascida de uma Constituição que foi costurada para ser parlamentarista e terminou como presidencialista, ou mais precisamente um presidencialismo de coalização, em que o governante tem que fechar acordos e fazer alianças entre partidos políticos e forças políticas em busca de um objetivo específico, isto explica porque temos quase quarenta partidos e um igual número de ministérios (não tem como um país funcionar desta forma). Continuando na área política, temos o tal voto em lista que faz com que dos 513 deputados da Câmara, somente 36 tenham sido eleitos com votos próprios.
            Deixo todas essas informações para que a discussão ideológica seja colocada de lado e se proponha reformas políticas como o voto distrital (sistema em que cada membro do parlamento é eleito individualmente nos limites geográficos de um distrito pela maioria dos votos - simples ou absoluta),pois desta forma as campanhas seriam mais baratas e o eleitor fiscalizaria de perto seu candidato e que se repense o sistema federativo, pois somente com as reformas políticas é que poderemos estabelecer um Estado de Direito forte com um regramento claro e perene que tire o Brasil dessa letargia, atraindo investimentos e gerando emprego e renda. Depois das reformas poderemos voltar as questões ideológicas nas mesas de bares e na escolha de representantes políticos que nos representem de fato aos anseios da população.

sábado, 2 de abril de 2016

Fanatismo









Sou um liberal e isto basta para não votar no PT ou qualquer partido de esquerda ou com viés socialista. Agora, me preocupa muito esta dicotomia de PTralhas x Coxinhas que só faz escancarar o ódio sem nenhum debate de ideias e busca de soluções para o país. Sinceramente, acredito que se ocorrer o impeachment da presidenta Dilma pouca coisa irá mudar no Brasil, pois as causas de tudo que estamos passando tem origens diversas.
            Poderia falar da nossa colonização extrativista portuguesa, que retirou riquezas, trouxe a burocracia cartorial carregando na carona a Igreja Católica e todo o ranço visto pela sociedade quando vê alguém prosperar como se fosse um pecado. Mais recentemente, tivemos o recomeço da democracia com a instalação da Assembleia Nacional Constituinte que criou um “conto de fadas” e um verdadeiro monstrengo que atrasa o Brasil que é a Constituição de 1988. Sufocados por anos de ditadura, nossos constituintes colocaram na Carta Magna toda uma gama de reivindicações populares com a falsa ideia de que bastava estar no papel os anseios da sociedade para ver o Brasil mudar. Como disse Roberto Campos “a constituição foi promulgada com a palavra “direito” escrita 76 vezes, mas “dever” aparece em apenas quatro momentos, enquanto “produtividade” e “eficiência” não são mencionadas mais do que duas vezes”. Sem nenhuma reforma e readequação feita na Constituição, assistimos atônitos a sociedade pagar uma carga tributária pesada, com impostos em cascata e ao mesmo tempo os Estados e municípios se encontram em situação de insolvência, pois além de ter que oferecer serviços de saúde, educação e segurança, a União fica com  68% de todos os tributos arrecadados no Brasil que todo mês redistribui um percentual para os demais entes federativos. No fim das contas, acaba assim: 58% da arrecadação fica em Brasília, 24% nos Estados e 18% nos municípios. Ainda sobre a Constituição de 1988, ela foi costurada para ser parlamentarista e aos 45 do segundo tempo se tornou presidencialista carregando uma anomalia enorme, como observou Sérgio Abranches (PhD, sociólogo, cientista político, analista político e escritor) “O Brasil é o único país que, além de combinar a proporcionalidade, o multipartidarismo e o 'presidencialismo imperial', organiza o Executivo com base em grandes coalizões. A esse traço peculiar da institucionalidade concreta brasileira chamarei, à falta de melhor nome, 'presidencialismo de coalizão'.” A distorção do ‘presidencialismo de coalizão’ faz, como bem observou o cronista David Coimbra (Zero Hora – 30/03/2016) que “no Brasil, o presidente dá um ministério em troca de apoio, como se desse uma bicicleta. O partido que ganha a bicicleta, repoltreia-se nela como bem entender. Por que um político recebe de presente determinado ministério? Pelo seu poder de angariar votos dentro daquele partido, não por seu conhecimento da pasta. E ele toma o ministério não para fazer algo de positivo naquele setor, mas para poder distribuir empregos aos seus apaniguados. Aquela diretoria é sua, porque você me somou um milheiro de votos. Você vai ficar com uma secretaria, porque me valeu 500.”
            Com tudo isso claro que só poderíamos criar uma geração com o mínimo de educação (pois o estado falido não consegue oferecer um ensino de base decente), além de fazer crescer na maioria da população, sobretudo a excluída, a necessidade de procurar eleger aquele político que encare a “figura do pai” paralelo ao estado que se corrompe no legislativo e no executivo que se abastece de legisladores, onde deveria ter técnicos competentes. Graças a um juiz de primeiro grau, com a operação Lava Jato, podemos ver o quanto este sistema político do “presidencialismo de coalizão” está custando caro, com efeitos deletérios nas finanças públicas, ruptura do tecido social, deterioração de valores na sociedade e ódio exacerbado entre governistas (petistas) e os que são contra o governo, com palavras de ordem e o mínimo de discussão sobre as causas que levaram o Brasil a situação atual e as saídas. Resta ainda reforçar porque sou liberal: somente o capitalismo é capaz de gerar riqueza e renda. No socialismo vemos os meios de produção ir para as mãos do governo, o que por si só é um afronta contra a liberdade de ter, ir e vir, sendo um sistema incompatível com a democracia. Podemos discutir sobre a social democracia, mas isto já é outro assunto.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Lula, o mais honesto do Brasil.

Vamos partir de um raciocínio: O Lula é o cidadão mais honesto do Brasil e não levou vantagem nenhuma. O sítio em Atibaia, onde a família Lula da Silva frequenta tem como proprietários sócios de seu competente filho, mas vamos novamente acreditar que as obras feitas pelas empreiteiras envolvidas na Lava a Jato foram realizadas somente por amizade. Agora temos que raciocinar o que o Lula e o PT (incluindo o "poste" Dilma) fizeram pelo Brasil: nenhuma reforma e gastaram o que o Brasil não tinha em um projeto para perpetuar um partido no poder. Mesmo que não tenha ocorrido NENHUMA falcatrua o governo petista já seria um desastre. Como um Presidente como o Lula, que tinha uma resposta das urnas e um apoio popular enorme, não promove NENHUMA REFORMA? Com os recursos oriundos da China o metalúrgico travestido de Presidente da República acreditava que o Brasil crescia graças a ele - "Nunca antes na história deste país...". A China já não dá bola para nossas commodities, petróleo e produtos agrícolas não tem mais o valor que tinha e a economia do Brasil afunda sem conseguir as divisas que vinham de fora e com uma dívida interna astronômica. Resultado: inflação e recessão. Leio que o Brasil está com folga de oferta de energia elétrica, tudo graças ao encolhimento da economia. O mágico número 13 assombra nosso país: maior inflação em 13 anos, maior recessão em 13 anos e por ai afora. Dou de barato que o PT não ROUBOU NADA, mas no mínimo ROUBOU A ESPERANÇA. O exemplo deste desatino petista é a Arena de Manaus ociosa com esgoto correndo ao lado, é a cara do PT!

domingo, 29 de novembro de 2015

Convicções.







            Quando fazia o segundo grau no Colégio João XXIII em Porto Alegre (na época Instituto Educacional João XXIII), um professor de história do Brasil disse que o PT, que estava sendo gestado no ABC pelo então sindicalista Lula, ainda não estava pronto para o poder. Lembro que retruquei (ou pensei em silêncio) que nunca ficaria pronto. Na época não tinha todo arcabouço cultural que tenho hoje e muito menos argumentos, mas algo me dizia que aquele partido não teria um propósito político maior além de tentar impor sua ideologia sem travar um diálogo com a sociedade e que usaria de qualquer “artimanha” para se perpetuar no poder. Chegamos em 2015, já no terceiro mandato do PT e parafraseando o ex-presidente Lula “nunca se roubou tanto na história deste país”.
            Continuando minha linha de pensamento, não quero colocar nas costas do PT toda a responsabilidade por tudo que o país está vivendo. Poderia percorrer a história desde o sistema cartorial português que nos trouxe a burocracia e uma dose de corrupção. Poderia fazer um diferencial da colonização americana e brasileira. Poderia falar da lógica luterana e católica. Seria um texto muito longo, embora válido. Mas vou ficar na Constituição de 1988 e focando nela será fácil de entender como chegamos neste estágio. O papel aceita tudo e os constituintes que formataram a Carta Magna vigente incorreram no erro de formatar este presidencialismo de coalizão, onde o executivo tem que fazer uma costura enorme para compor a base aliada com os inúmeros partidos de plantão (a maioria verdadeiros balcões de negócios). Ainda sobre a obra de ficção criada em 1988 deixo aqui um levantamento para o leitor entender como e porque estamos vivendo este caos político e econômico: na Constituição Federal, a palavra "direito" aparece 76 vezes enquanto que a palavra "dever" aparece apenas quatro vezes. As palavras "produtividade" e "eficiência" aparecem duas e uma vez, respectivamente. O que fazer com um país que tem 76 direitos, quatro deveres, duas produtividades e uma eficiência? Claro que com tudo isto criamos um monstro, dando margem a um governo paternalista, surgimento de partidos populistas que verdadeiramente compram votos através de promessas para a população (Bolsa Família, Minha Casa Melhor e coisas do gênero) e compra do Congresso, por meio de distribuição de cargos e compra de votos (Mensalão, Lava a Jato, etc.). O partido por hora no poder soube como nunca explorar este caminho, pois nunca teve um projeto para o Brasil e sim uma ideia clara de se perpetuar no poder. Não fez nenhuma reforma por incompetência ou conveniência.
As minhas convicções eu criei ao longo do tempo, através de leituras, estudos e vivências. Sou formado em administração de empresas e lá eu aprendi a importância de se planejar para executar algo grandioso que nos leve a um objetivo. Observando a história fui descartando as ideologias e de cara o socialismo e comunismo, por entender que para a sobrevivência deste tipo de ideologia se faz necessário um governo ditatorial, com censura e cerceamento da liberdade do indivíduo de ter posses e empreender. Tivemos a queda do Muro de Berlim, o processo de globalização e continuei absorvendo mais conhecimentos e alicerçando um pensamento básico que me levam a crer que o liberalismo econômico (ou capitalismo como queiram) é a melhor forma de uma nação se desenvolver. Acabo de retornar de Nova Iorque e por lá pude ver que de fato o sistema funciona. Um exemplo claro do abismo entre os EUA e o Brasil é o modo como são tratados os serviços públicos e a política: antes de embarcar a Presidenta Dilma colocou no cargo de presidente dos Correios alguém ligado ao PDT (que curriculum e aptidão poderá ter alguém que assume o um cargo importante só por ser ligado a um partido?). Caminhando pelas ruas de Nova Iorque vi diversas vans e centros de distribuição de empresas como FEDEX ou UPS, prestando serviços correio e transporte de mercadorias sem que o governo intervenha ou distribua cargos entre amigos. O fato do governo não atrapalhar, facilitando a abertura de negócios, simplificando o sistema tributário, criando regras claras para serem seguidas por todos os cidadãos e empresas, fornecendo mecanismos para criação de infraestrutura (parceria público-privada por exemplo) e investindo em educação é um grande passo para uma mudança de paradigma que faça criar um ambiente de negócios fértil. Para isto, precisamos reformar a Constituição, fazermos uma reforma política e tributária e revermos o nosso sistema federativo (não tem sentido a União ficar com 70% da arrecadação tributária). Caso nada for feito, de nada adianta mudar o governante, pois a compra de votos e distribuição de cargos será algo permanente nesta estrutura política construída com a Constituição de 1988.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Brasil virou Grécia

Vi nos noticiários as tímidas propostas do governo para diminuir o endividamento público e criar um superávit primário. A realidade é que o sacrifício do governo é mínimo e cabe a sociedade pagar a conta por meio de mais impostos. Ninguém fala em diminuir a máquina pública, reconstruir o Estado, fazer uma reforma tributária ou remodelar nosso sistema federalista. Na época do FHC a tentativa clara (talvez não declarada por ser impopular) era diminuir o peso de estado, achatando o salário dos servidores públicos e promovendo o PDV (Plano de Demissão Voluntária). Este fato histórico fez com que o corporativismo da classe de servidores públicos aderisse ao projeto do PT de inchar o governo e sacrificar os agentes econômicos. Tivemos um período virtuoso no tempo em que a China comprou tudo quanto é commodities do Brasil e agora pagamos o preço pela falta deste parceiro que parece ter perdido o apetite pelos nossos produtos. O Brasil tinha um caminho aos moldes do que foi feito com a Inglaterra da Margaret Thatcher, mas seguiu no rumo da Grécia. E agora?

sábado, 5 de setembro de 2015

Mudanças







Uma vez eu publiquei um diploma de otário para quem votou no PT e recebi uma crítica de um amigo meu de infância que me deixou sem graça. Mas vamos lá: não é que quem votou no PT seja otário, pois entendo que nestes 12 anos a população colheu frutos de uma política de distribuição de renda, mesmo que tenha sido de forma equivocada. Como um estado paternalista, nunca se distribuiu tantas benesses (Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Minha Casa Melhor). Neste período, a economia cresceu, realizamos grandes eventos como a Copa do Mundo e teremos os Jogos Olímpicos ano que vem. Para quem usufruiu disso tudo e hoje vive atordoado com seu salário corroído pela inflação ou a perda de emprego deve ser difícil tentar entender o que possa ter ocorrido com o governo tão perfeito, que sem deixar um furo trazia um futuro esplêndido e duradouro! Este pobre escriba apanhou nas redes sociais e em debates na rua, pois sempre enxerguei o fenômeno como o "voo da galinha", sem os fundamentos econômicos para manter a economia decolando seria impossível que o governo mantivesse este quadro descrito acima. Tudo que vivemos foi graças a China que comprava todas as commodities por nós produzidas e nos lambuzamos como nunca e agora temos que limpar a bagunça de fim de festa e contar os mortos e feridos. Precisamos de reformas urgentes no âmbito político, tributário e revermos o pacto federativo. Caso contrário, sucumbiremos com a falta de educação, infraestrutura e o descalabro deste estado inchado e corrupto que vivemos. Assim como milhares de pessoas estão procurando novos rumos fugindo de lugares violentos, inóspitos e sem perspectivas, logo veremos jovens procurando um futuro melhor fora do país.


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Estado falido

No sistema federalista, em que os estados gozam de plena autonomia e os impostos ficam onde a riqueza é produzida, pensar em governador indo até o governo central pedir ajudar financeira ou ter receita de impostos retidos por este governo é algo que soa surreal. Certa vez Nova Iorque estava literalmente quebrada e bateu nas portas de Washington e recebeu um sonoro não. A cidade teve que se reinventar (algo que esta na sua genética) e hoje é o que é. Aqui no Brasil, fruto de uma Constituição torta, que deu aos estados deveres e a União a incumbência de repassar recursos para saúde e educação convivemos com estados sem autonomia e governadores que precisam se humilhar para conseguir recursos para suas regiões. Soma-se a gastos desmedidos (algo que ocorre em todos os níveis de governo), previdência pública quebrada e por fim o tal "esqueleto da dívida", criado na época do PROER, quando o Banco Central socorreu os bancos estaduais falidos e em troca coube aos estados pagar mensalmente o serviço desta dívida para a União. Aqui no Rio Grande do Sul, por questões de um orgulho bairrista, ficamos com o Banrisul e tivemos a nossa dívida aumentada de forma estratosférica. Somado com os desgovernos que tivemos, aumentando constantemente o gasto com o pessoal, através de CCs, criação da UERGS ou empresa para cuidar de rodovias, temos um estado insolvente que não consegue responder a nenhum anseio da sociedade. Sem solução a vista (para abrir uma empresa basta um canetaço e para fechar um referendo), com a pressão da sociedade e servidores, o governo irá aumentar o ICMS, recaindo sobre o setor produtivo o pesado fardo que este Estado carrega. Em tempos de recessão, poderemos ver esta medida não surtir efeito, pois se o aumento não é suportado pelas empresas e sociedade a tendência é ver investimentos fugirem daqui e empresas fecharem as portas. Pobre Rio Grande do Sul, seremos uma Argentina ou uma Grécia sem ajuda dos países da Zona do Euro.


sábado, 17 de janeiro de 2015

Base da pirâmide, o alvo de populistas



            Sou formado em administração de empresas e se para alguma coisa serviu meu curso foi para entender como funciona a mentalidade das pessoas e das organizações compostas por elas. Lembro bem da Teoria Clássica de Taylor e Fayol e seus os primeiros estudos sobre a teoria da administração. Fayol relacionou 14 princípios de acordo com seus pensamentos. São estes: divisão do trabalho, autoridade e responsabilidade, unidade de comando, unidade de direção, disciplina, prevalência dos interesses gerais, remuneração, centralização, hierarquia, ordem, equidade, estabilidade dos funcionários, iniciativa e espírito de corpo. Também lembro do estudo de “Tempos e Movimentos” na tentativa de medir em quanto tempo determinada atividade era realizada e tentar otimizá-la através da readequação de processos. Também dentro de estudiosos de escolas de administração, encontramos a experiência de Hawthorne realizada em 1927, pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos (National Research Council), em uma fábrica da Western Electric Company, situada em Chicago, no bairro de Hawthorne e sua finalidade era determinar a relação entre a intensidade da iluminação e a eficiência dos operários medida através da produção. A experiência foi coordenada por Elton Mayo e colaboradores, e estendeu-se à fadiga, acidentes no trabalho, rotatividade do pessoal (turnover) e ao efeito das condições de trabalho sobre a produtividade do pessoal. Nessa fábrica havia um grande departamento onde moças montavam relés de telefone. A tese era que aumentando a luminosidade, a produtividade também aumentaria. A Western Electric fabrica equipamentos e componentes telefônicos. Na época, valorizava o bem-estar dos operários, mantendo salários satisfatórios e boas condições de trabalho. A empresa não estava interessada em aumentar a produção, mas em conhecer melhor seus empregados. Para analisar o efeito da iluminação sobre o rendimento dos operários, foram escolhidos dois grupos que faziam o mesmo trabalho e em condições idênticas: um grupo de observação trabalhava sobre intensidade de luz variável, enquanto o grupo de controle tinha intensidade constante. Curiosamente, no grupo experimental e no grupo de controle, registrou-se um aumento na produtividade. Os pesquisadores não conseguiram provar a existência de qualquer relação simples entre a intensidade de iluminação e o ritmo de produção. Reduziu-se a iluminação na sala experimental. Esperava-se uma queda na produção, mas o resultado foi o oposto, a produção na verdade aumentou. Comprovou-se a preponderância do fator psicológico sobre o fator fisiológico: a eficiência dos operários é afetada por condições psicológicas. Reconhecendo que o fator psicológico influenciava no resultado da pesquisa, os pesquisadores pretenderam eliminá-lo da experiência, por considerá-lo inoportuno, razão pela qual a experiência prolongou-se até 1932, quando foi suspensa em razão da crise econômica de 1929. A conclusão (que ficou conhecida como experiência de Hawthorne) é que o aumento da produtividade não estava relacionado com a intensidade da luz, mas sim com a atenção que estava sendo dada às pessoas. Outro tema desenvolvido durante o curso de administração foi a respeito da Pirâmide de Maslow (Abraham Maslow foi um psicólogo de grande destaque por causa de seu estudo relacionado às necessidades humanas). Segundo ele, o homem é motivado segundo suas necessidades que se manifestam em graus de importância onde as fisiológicas são as necessidades iniciais e as de realização pessoal são as necessidades finais. Cada necessidade humana influencia na motivação e na realização do indivíduo que o faz prosseguir para outras necessidades que marcam uma pirâmide hierárquica.
            Fiz esta introdução com estes conhecimentos para tentar associar a base da pirâmide de Maslow com a pró-atividade ou a falta dela (pró-atividade é definida como uma ação antecipada, refere-se à tomada de decisões com agilidade e inteligência). Na prática, o profissional pró-ativo enquadra-se no perfil dos que tomam a iniciativa, seja na realização de novos projetos ou na busca por soluções eficazes na empresa, este tipo de profissional está sempre atento, ele não espera, faz acontecer; para isso se comunica, tem liderança, motivação, planejamento e delega o que é possível. Ao meu ver, um sujeito pró-ativo é fruto do meio e da educação adquirida de berço e na escola e através deste arcabouço de conhecimento ele vai em busca de seus objetivos, desde profissionais até pessoais, como viajar ou adquirir mais conhecimento. Contudo, quem está na base da pirâmide, buscando satisfazer tão somente suas necessidades fisiológicas, busca um emprego onde esperam tão somente receber ordens e cumpri-las até a hora de encerrar o expediente. Seus objetivos só vão se expandir a medida em que tiver mais nível de conhecimento, tanto de estudo quanto de vivência e relacionamento interpessoal, fazendo ter um escopo maior que vai além de fatores meramente fisiológicos.
            Reparem tudo que foi dito acima e acompanhem mais uma vez minha linha de raciocínio: quanto menor o estudo, menos pró-ativo, menos ambicioso e menos contestador o ser humano é. Está ai um “rebanho” imenso para ser arrematado por governantes populistas que se perpetuam no poder através de suas políticas populistas (Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, etc.), sem a mínima necessidade de oferecer um nível de educação que faça estas pessoas crescerem ou almejarem novos objetivos. Alguém acredita que o novo lema do governo “Brasil, pátria educadora” vai ser aprofundado? Claro que não, pois o populismo necessita de gente que não questione e viva na base da pirâmide. Quem consegue avançar na pirâmide ou vive de forma desconfortável, no sentido em que tem consciência do que está acontecendo, mas não tem poder de mudança, ou simplesmente busca em outros países atingir seu grau máximo de felicidade e prosperidade.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Cachorros e chargistas.




            Ainda chocado pela morte dos chargistas na França por dois radicais islâmicos, voltava de viagem com minha esposa e filho e, enquanto dirigia meu carro, a Fernanda, minha mulher, mostrou um post do Facebook com a notícia de que uma organização humanitária tinha salvado 23 cachorros que seriam sacrificados para virar comida na Coréia do Sul - a Sociedade Humanitária Internacional (HSI, na sigla em inglês), com sede em Washington, localizou os cachorros em uma fazenda de Ilsan, que fica perto de Seul, onde eles estavam sendo criados especificamente para o consumo humano e os resgatou levando-os para uma região próximo a Washington, nos EUA. Como amante de cachorro fiquei feliz. Praticamente eu sou carnívoro, mas não como nenhum animal “bonitinho”. Contudo, argumentei que comer cachorro faz parte da cultura coreana e que um indiano deve ficar horrorizado nos vendo em uma churrascaria saboreando uma deliciosa picanha de carne de gado (não esperem que eu vire vegetariano ou vegano). Tenho um primo que em uma viagem a Índia quase foi linchado quando por pouco não atropelou uma vaca.
            Semana passada li que o movimentos neonazistas, manifestações anti-islã e a islamofobia aumenta e recrudesce na Alemanha – e acredito que por toda Europa e mundo ocidental. Confesso que não conhecia o jornal satírico Charlie Hebbo e tampouco os chargistas mortos (Charb, de 47 anos, Cabu, 76 anos ou Wolinski, 80 anos) pelos franco-argelinos. Meu conhecimento de publicação francesa era de algumas manchetes do jornal Le Monde e dos quadrinhos do Asterix e Obelix, criados por Uderzo e Goscinny. Ouvindo o rádio nesta mesma viagem, um jornalista disse que o jornal atacado pelos terroristas costuma pegar forte com a direita, esquerda, católicos judeus e islâmicos com charges pesadas e de baixo nível. Em uma democracia, com um estado de direito forte e um judiciário atuante, o ofendido tem todo o direito de entrar com uma ação de reparação por perdas e danos morais. Mas onde tem este conceito de democracia em países onde o estado tem o Alcorão como sua “carta constitucional”?
            Aprendi nas minhas aulas de física que “para toda ação existe uma reação com força igual ao contrário” e me parece serem estes os fenômenos que estamos vendo pelo mundo. Os islâmicos ofendidos reagem de forma brutal, sobretudo os radicais, mesmo que tenham nascido no território francês, como foi o caso. Por outro lado, esta ação terrorista de uma minoria cega e doente, faz crescer outros movimentos anti-islâmicos, como acontece pela Alemanha. O que fazer? A França é um país que sempre recebeu imigrantes de diversas regiões por ela colonizada e a eles deu todas condições para viverem em paz. Por outro lado, com a falta de emprego e oportunidade, a juventude européia vê neles uma séria ameaça para seu futuro. Juntando com o extremismo religioso, prevejo sérios embates entre estes movimentos e os muçulmanos que por lá querem viver em paz. Temos que aceitar as diferenças, desde aqueles povos que comem carne de cachorro, aos que cultuam a vaca ou aos que adoram o churrasco.   
 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Educação de base já.


 

 

 

           Sou servidor da UFRGS e se fosse me dado o direito de opinar sobre a abertura do campus litoral eu votaria contra. O Brasil não necessita mais de universidades públicas, precisamos inverter a pirâmide de investimentos no ensino e aplicar de forma qualificada no ensino de base, saindo da discussão cansativa que centraliza só os ganhos salariais dos professores, passando por uma melhoria da infraestrutura das escolas, melhor qualificação do quadro funcional e implementação da meritocracia. O que vemos como política é o governo alardear os investimentos feitos em universidades, as ações afirmativas e políticas que pouco resultado devolvem a sociedade em forma de pesquisa e valor agregado para a economia.

            Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2013, divulgada em setembro de 2014, o ensino médio é cursado até o seu final por apenas 54,3% dos jovens até os 19 anos. O estudo mostra ainda que 19,6% dos jovens de 15 a 17 anos estão ainda no ensino fundamental, 15,7% não estudam e não concluíram o ensino médio, e 5,9% não estudam mas já terminaram o ensino médio. No ensino fundamental, a taxa de conclusão até os 16 anos foi de 71,7%. O estudo apontou ainda diferença de aproximadamente 20 pontos percentuais entre as taxas de jovens declarados brancos que concluíram o ensino fundamental aos 16 anos (81%) e o ensino médio aos 19 anos (65,2%), e aqueles que se declaram negros (60% e 45%, respectivamente). Em relação à renda, entre os 25% mais ricos, 83,3% terminam o ensino médio. Já entre os 25% mais pobres, este índice cai para 32,4%.

Apesar de importantes, as políticas de inclusão social ou de ação afirmativa no ensino superior atreladas somente ao vestibular – ou a processos seletivos como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – são insuficientes para solucionar o problema da exclusão de jovens oriundos de escola pública. Isso porque a exclusão nas universidades estaduais e federais ocorre antes mesmo do processo de seleção dos candidatos para os cursos de graduação. A avaliação foi feita por Marcelo Knobel, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), durante o simpósio Excellence in Higher Education.
Quando se fala em ação afirmativa, a minha opinião é clara: se for para dar que seja por fator renda e não por raça, ou a raça negra é inferior. A realidade é que temos no Brasil cerca de 109 universidades públicas e 38 Institutos Federais com status de universidades que devolvem muito pouco para a sociedade. O economista Eduardo Giannetti defende o ensino pago nas universidade públicas, pelo menos para os estudantes que podem pagar e, segundo ele, os que fizeram nível médio em escola particular, podem pagar ensino universitário. Vamos quebrar o paradigma da educação, pois os recursos do pré-sal não chegaram ao destino preconizado pelo governo.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Lula voltará.



O governo FHC teve o grande mérito de debelar com a inflação através do Plano Real e, após seu mandato, todos economistas e especialistas em contas públicas alardeavam que para o Brasil continuar rumando em busca do desenvolvimento econômico sustentável uma série de reformas deveriam ser tomadas logo em seguida: previdenciária, enxugamento do estado, investimento em educação de base, infraestrutura, desburacratização, reforma tributária etc. Mas o que se viu no período em que o PT está no governo foi a falência completa do Estado. O número de ministérios pulou para 39, nenhuma reforma saiu do papel e a megalomania do Presidente Lula, aquele da frase “nunca antes da história deste país”, trouxe para o Brasil uma conta alta a pagar com a realização de eventos gigantescos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Somado a enormidade de gastos do Estado inchado, convivemos com uma corrupção endêmica que coloca em descrédito a o governo.
            Com as eleições a vista, provavelmente teremos o fim da era petista. Contudo, com as imensas dificuldades que o próximo presidente irá enfrentar, prevejo que o Lula voltará como “salvador da pátria” logo em seguida. Mas desta vez ele irá afundar de vez o país, pois não terá a China comprando tudo quanto é commodities produzida por aqui, fato que salvou a combalida economia brasileira e seu governo claudicante. Infelizmente, com a falta de uma agenda e projeto para o Brasil, o político para chegar a presidência terá que seguir a atual política: deixar a educação em frangalhos e distribuir inúmeras “bolsas” e auxílios tirando o couro da classe média através de impostos. O futuro do Brasil é algo tipo Argentina e Venezuela. Não sou a Mãe Dináh, mas prevejo dias muito ruins para os brasileiros.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Efeitos deletérios.





            Estamos em 2014 e ainda vivemos efeitos deletérios herdados de acontecimentos históricos do passado. No oriente médio temos a constante tensão entre palestinos e judeus. Agora, assistimos um presidente deposto na Ucrânia e o exército russo invadindo a região da Crimeia. Não sou historiador, mas vou relembrar os fatos para entendermos um pouco o que estamos vivendo.
            Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo ficou de frente com as sequelas de anos de crueldade: mais de seis milhões de judeus exterminados nos campos nazistas. Com isso, as organizações voltadas para ajuda humanitária passaram a resgatar os judeus que sobreviveram nos campos de concentração e embarcá-los clandestinamente para a palestina. A Inglaterra tentou de todas as formas barrar o desembarque dos refugiados, lembrando que a Palestina era concessão britânica. A opinião pública mundial sensibilizada  teve reforçada a ideia de criação de um Estado judeu na Palestina. Em 1947, em assembleia realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, foi deliberada a divisão da Palestina em dois Estados, o Estado Judeu e o Estado Árabe. Em maio de 1948, os judeus, liderados por David Bem Gurion, fundaram oficialmente o Estado de Israel. No entanto, o Estado árabe prenunciado pela ONU nessa partilha não foi estabelecido e os palestinos lutam até hoje para ter o seu Estado. Esse episódio foi denominado Questão Palestina. Assim, resumidamente, entendemos o que acontece hoje naquela região. Teríamos outro ponto de tensão entre os dois povos: a falta de água na região.
            Agora, para entendermos a questão da Ucrânia e a região da Crimeia naquele país vamos voltar ao passado e vermos como foi costurada e antiga URSS. A União Soviética (URSS, USSR ou CCCP) surgiu logo após a Revolução Russa, e era composta de vários países soviéticos e tinha uma enorme extensão geográfica, englobando os Países Bálticos, o leste da Polônia, a Besserábia e excluindo apenas a Polônia e a Finlândia. Durante a Guerra Fria, a URSS criou um poderoso bloco socialista que se estendia da Europa Oriental até a América, passando pelo Extremo Oriente, Sudeste Asiático, Oriente Médio e pela África e todo esse bloco era comandado por Moscou. A URSS cresceu tanto que chegou a ser formada por 15 países na época, até sua dissolução: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão,  Letônia, Lituânia, Moldávia, Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e  Uzbequistão. Com a queda do Muro de Berlim começou a ser derrubado depois de 28 anos de existência deste bloco comunista. Não foi apenas a queda, mas também ocorreram grandes manifestações em que se pedia a liberdade, e assim, o Muro de Berlin tornou-se um dos maiores símbolos do fim desse período.
            Voltando a questão da Crimeia, temos a Rússia com todos os vícios da antiga URSS, com bilionários surgidos no setor do petróleo, nascidos de dentro da antiga KGB a base de tráfico de influência e corrupção. Para se ter uma idéia, temos mais bilionários em Moscou do que em Nova Iorque. Por outro lado, lembrando a “limpeza étnica” feita por Hitler, temos o Vladimir Putin com sua obtusa cabeça do tempo da URSS a perseguir gays e o desejo claro de reunificar regiões onde se tem presente a forte presença de cidadãos de origem russa. Paralelo a isto, não pode esquecer da importância do petróleo e dos gasodutos que varrem toda a região. Não tenho a mínima idéia do que irá acontecer nesta região, mas temos claramente um desejo da população ucraniana de se ver livre de dirigentes corruptos e se aliar a Europa Ocidental para tentar vivenciar um crescimento econômico e social semelhante ao que teve a antiga Alemanha Oriental e do outro lado a força do exército e do dinheiro russo tentando manter sob seu controle antigas regiões do bloco soviético. Afinal, a Guerra Fria ainda não acabou?


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Sinistrose verde-amarela






            Hoje estou em casa cuidando do meu filho, pois com a greve geral dos motoristas de ônibus coletivos em Porto Alegre ele ficou sem escola devido à falta de funcionários e professores que não foram ao trabalho e eu não tinha com quem deixa-lo. Este fato é só a ponta de um emaranhado de “novelo de lã” de difícil solução para o Brasil. Pude ver o noticiário pela manhã e a situação não está nada boa. Os indicies de educação no Brasil são os piores, apesar de aplicar-mos 6% do PIB somente US$ 5 mil dólares chegam ao aluno de educação de base, fruto de uma miopia do governo que investe pesadamente (e mal) no ensino superior – para consertar esta aberração tenta fornece cotas dos mais variados tipos nas universidades. No mesmo noticiário vi que em diversos estados as aulas que eram para começar estão suspensas devido a greve dos professores e falta de condições de escolas demolidas e sucateadas. Como formar uma geração qualificada e cidadãos para o futuro sem educação? O que se pede é que tenhamos escolas de qualidade e professores qualificados.
            Esta mesma população que não consegue transporte público em Porto Alegre no dia de hoje (29/01/2014) pena em outras capitais para pegar um trem ou ônibus andando em condições desumanas e perdendo mais da metade do dia em deslocamentos. Na área de saúde sofremos quando se pensa em prevenção com a falta de saneamento básico, médico de família e hospitais em ruínas. Ao lado destes trabalhadores encontramos empresários e profissionais liberais que trabalham duramente pagando uma enormidade de impostos sem se saber se chegarão com vida em casa pois a falta de policiamento e a violência torna a vida um constante perigo.
            Todos sofrem neste país e ao mesmo tempo em que não se tem infraestrtura para escoar nossa produção assistimos o governo bancar um porto em Cuba e estádios para Copa que logo depois irão virar um elefante branco. Por isto toda a revolta nas ruas e os “rolezinhos” nos shoppings. Tivéssemos uma condição de país desenvolvido nossos jovens estariam ocupados com estudo e não viríamos o Brasil que desaba que nem “castelo de cartas” priorizando outros gastos. A democracia tão sonhada que teve na nossa Presidenta uma lutadora para alcançar este sonho, está “doente”! Urge que se façam reformas urgentes. Não tem sentido este sistema federalista em que 70% da arrecadação de tributos vai para Brasília! Não tem sentido termos mais deputados federais que os EUA por exemplo! Não tem sentido o número de CCs (mais de 20 mil) e distribuição de cargos fazendo o Brasil chegar ao número de 39 ministérios! Basta para tudo isto!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Lição da Turma 11f



           A reportagem do jornal Zero Hora de 22/12/2013 –    “Lições da Turma 11f” (do Colégio Júlio de Castilhos) teve forte repercussão na edição de 26/12/2013 do mesmo jornal por parte dos leitores. Tive o cuidado de ler todos os depoimentos de professores e pais envolvidos no processo educacional de nossos jovens e em nenhum deles houve um destaque positivo. A falta de professores, falta de infraestrutura e má gestão dos recursos públicos foram pontos abordados o que demonstra a falência do ensino público de base. Esta realidade é demonstrada nas pesquisas de organismos internacionais como a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que colocam o ensino do Brasil em um nível muito baixo. Este quadro repercute na sociedade de diversas maneiras: temos dificuldade de aumentar nossa capacidade de desenvolvimento econômico pela falta de mão-de-obra qualificada, aumento da pobreza e alta taxa de natalidade nas classes mais baixas, com tentativas de solução paliativas por meio de distribuição de renda através de programas sociais e cotas para as universidades.

            Tudo isto é fruto de uma série de fatores, começando pela concentração de tributos na União (70% do bolo tributário vai para Brasília) e pela má gestão dos recursos públicos. Enquanto o ensino de base está falido, temos centenas de universidade públicas com ensino gratuito (nem na China temos universidade gratuita) que pouco ou nada colaboram para a sociedade. A maioria das pesquisas desenvolvidas nestas universidades está dissociada das necessidades do mercado, pois as universidades se afastaram das empresas por questões ideológicas e desenvolvem pesquisas que não tem sentido prático. A exceção que encontramos no Brasil é na UNICAMP que fornece uma qualificada base de profissionais para o desenvolvimento da Embraer, por exemplo. Voltando ao Rio Grande do Sul, que luta com a falta de recursos, encontramos ainda mais um agravante: a visão míope de nossos governantes que sustentam uma moribunda universidade estadual (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) ao invés de canalizar tais recursos para o ensino de base. 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

PT do Bras!






            Na inauguração da plataforma P-55 a Petrobras gastou no evento R$ 1,2 milhão com montagem e locação de tenda, piso e palco, climatização, locação de equipamentos, comunicação visual e até alimentação. Contudo, a Presidenta Dilma não apareceu devido ao mau tempo. Recentemente, a Presidenta Dilma, juntamente com a cúpula da Petrobras, inaugurou a plataforma P-58 que deverá atuar na costa do Espírito Santo. Na ocasião, entre discursos e aplausos, recebeu por parte dos operários a preocupação do eminente desemprego naquela região. Foi prometido que em março a Petrobras deverá fazer uma nova encomenda. Fica claro que a Petrobras é usada de forma eleitoreira para controlar a inflação subsidiando o preço dos combustíveis e criando empregos efêmeros quando produz navios e plataformas por preços mais caros do que encontrados em pólos navais mais adiantados como a Coréia do Sul. O desenvolvimento de uma região e de um país se dá através de planejamento, investimento em educação, mão-de-obra, infraestrutura e criação de condições para empreendimentos crescentes e sustentáveis com um bom ambiente de negócios. Fica a questão: será que em Rio Grande será possível criar uma indústria naval que chame a atenção do mundo com preço e qualidade semelhante à Coréia do Sul ou ficará dependente de encomendas esporádicas da Petrobras?
            Se formos analisar o crescimento da indústria naval coreana veremos que nasceu de uma política de governo. Depois de uma guerra civil que vitimou 3 milhões de habitantes e dividiu a península em dois países, era preciso estruturar a economia da nação. O ex-general e então presidente da Coreia do Sul, Park Chung-hee, governante do país de 1961 a 1979, defendia que o caminho era tirar vantagem das características geográficas da península. O presidente tinha certeza de que a saída para vencer a pobreza seria pelo mar e assim nasceu na Coréia a melhor indústria naval do mundo. Dos dez maiores estaleiros do mundo, sete estão na Coréia. O país detém um terço da carteira internacional de produção de navios, atividade que é um dos principais motores de sua economia – responde por 6% do PIB. Pelo menos 200 mil coreanos estão empregados na construção naval.
            Mas a Coréia do Sul precisava dar um salto e para tanto investiu pesadamente em educação. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010 , os alunos sul-coreanos ficaram em quinto lugar na prova que testou seus conhecimentos em matemática, ciências e leitura. Dados do Banco Mundial divulgados em 2011 apontaram que 98% dos jovens entre 25 e 34 anos completaram o ensino médio. Esse patamar de qualidade e de acesso à educação foi atingido, segundo especialistas, graças a um maciço investimento em educação (em 2009, segundo o Banco Mundial, esse investimento foi de 5% do PIB, ou seja, US$ 47,1 bilhões) – principalmente na formação dos professores, no investimento em material de apoio e na melhoria da estrutura e funcionamento das escolas – combinado com a cultura asiática de disciplina e valorização do ensino. Desta forma, a semente plantada com a indústria naval replicou em segmentos como automóveis e eletrônicos e siderurgia, transformando a Coréia do Sul na 12° economia do mundo. Com quase 50 milhões de habitantes, desde os anos 50 a Coréia conseguiu a proeza de multiplicar seu PIB per capita de US$ 70 para US$ 24,8 mil por habitante ao ano.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Pibinho.







            Já escrevi sobre os motivos do atraso brasileiro e mais uma vez vou tentar elucidar com fatos e dados:

EDUCAÇÃO:

            O Brasil investe muito e mal em educação. Esquece por completo a educação de base, tenta remediar com uma série de cotas para preenchimento de vagas no nível superior e torra uma imensa fortuna em universidades federais que dão pouco retorno a sociedade. Recentemente, a USP, principal centro de pesquisa do país, saiu do ranking global das 200 melhores instituições de ensino publicado pela revista britânica Times Higher Education, depois de ocupar o 158° lugar em 2012. A USP caiu no ranking pela ausência de um projeto internacional e o baixo nível de citações em publicações científicas. O professor de economia nos EUA Alexandre Scheinkman questiona sobre qual seria a inspiração da USP. Assim como a USP nenhuma das universidade federais aparecem na lista entra as 400 da revista. A China tenta imitar o modelo americano e já possui duas representantes na lista e o segredo foi direcionar verbas de pesquisas em parceria com empresas privadas e com financiamento público. No Brasil, as pesquisas acadêmicas se afastam das necessidades do setor privado. É como se o trabalho para o setor privado fosse uma traição aos valores do ensino superior. De nada adianta aumentar o número de instituições, devemos mudar de estratégia. Do MIT nasceram mais de 25.000 empresas nas duas últimas décadas. Na Unicamp, referência de apoio ao empreendedorismo no Brasil, foram pouco mais de 300 no mesmo período.

SISTEMA TRIBUTÁRIO:


            No Brasil as empresas participantes do SIMPLES têm que fazer mágica para crescer somente até o limite que as mantenha pagando impostos de forma simplificada. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, 62% das empresas que saem do SIMPLES ficam inadimplentes em até dois anos, pois não suportam lidar com até 100.000 combinações de regras tributárias. As grandes empresas gastam por ano 2.600 horas para lidar com a burocracia tributária – a média da América Ltina é de 367 horas e da OCDE, o clube dos países ricos é 176. As empresas vêem sua carga tributária aumentar em até 30% quando saem do SIMPLES.  O resumo disto tudo é que as grandes empresas disponibilizam um grande contingente de funcionários em atividades que não agregam valor e tiram a competitividade das empresas, pagando tributos e decifrando regras que mudam diariamente e as micro empresas fazem das tripas coração para não crescer e mudar seu enquadramento. Devemos reformar o sistema tributário e diminuir a carga para tornar o país mais competitivo.


AUMENTO DA COCORRÊNCIA:

            Segundo a Fundação Bertesmann, uma das mais respeitadas da Alemanha, estima-se que uma área de livre comércio entre EUA e UE aumentaria, a longo prazo, a renda per capita americana em 13% e a européia em 5%. A Alemanha geraria 160.000 empregos. Na contramão desta realidade está o Brasil, que desde 2009 elevou alíquotas de importação 31 vezes (duas vezes mais do foi feito por EUA,China e por todos os países da União Européia juntos). Por aqui, desde o governo Presidente Lula, estreitamos laços com países africanos e insistimos com o falido Mercosul, que não passa de uma confraria de presidentes que discursam contra os EUA e buscam forma de fortalecer a “Revolução Bolivariana”. Para o economista Marcelo Lisboa, vice-presidente da escola de negócios Insper, o Brasil deveria ter uma agenda de crescimento que incluísse o fim de distorções e privilégios concedidos a algumas empresas e setores.

INFRAESTRUTURA:

Como um paquiderme, o Brasil vai a passos lentos quando se trata de investimentos em infraestrutra. Para ficar só na área portuária, um estudo do Instituto Brasileiro de Pesquisas Tributária (IBPT) revela que os custos portuários tiveram crescimento (em dólar) de 27,26% no período de 2009 a 2012 no Brasil. Os custos portuários podem ser divididos em diretos ou indiretos. Entre os valores que recaem diretamente nos preços dos custos marítimos, estão as utilizações dos equipamentos e instalações portuárias terrestres ou marítimas. Os custos indiretos compreendem aqueles relacionados à contratação dos serviços de praticagem, rebocadores, agências marítimas, atracação e desatracação, faróis, vigias, transporte de tripulação, explica Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do IBPT.
Clima, oferta e demanda, oscilações de mercado. A maioria desses fatores que influenciam na renda do produtor e no preço das commodities agrícolas não podem ser controlados por política agrícola e investimentos dos agricultores. Já quando se fala em logística e infraestrutura de transportes e armazenagem, a situação é diferente. Se há algo que pesa nos custos de produção e impede o agronegócio brasileiro de ser ainda mais competitivo, são os problemas enfrentados por quem produz na hora de escoar a safra.


BUROCRACIA:

            Estudo do Banco Mundial analisa a dificuldade do setor privado em lidar com a burocracia. Para abrir uma empresa necessitamos de 119 dias. Despachar um contêiner em um porto leva 13 dias – nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média é de 10 dias. Outra pesquisa da Fiesp com o seu Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) coloca o Brasil na 156° posição de um ranking de 185 países no item burocracia. O Decomtec aponta que o Brasil gasta 2.600 horas por ano para uma empresa pagar tributos no Brasil, enquanto na média dos  países da OCDE são necessárias 176 horas por ano. Outro estudo, do Fórum Econômico Mundial, mostra que o Brasil ocupa as últimas posições quando são analisados itens como a regulação do governo.


LEGISLAÇÃO TRABALHISTA:


            No Brasil, os custos adicionais do trabalho são da ordem de 100%. Ao assinar a carteira de um funcionário, uma empresa arca com encargos iguais ao salário pago sem que este valor retorne ao trabalhador. As inúmeras obrigações são mais um peso que sufoca a competitividade dos produtos nacionais. Precisamos tornar a criação de empregos e a produção mais barata. Necessitamos de uma racionalidade para acabar com a profusão de encargos, benefícios diretos e indiretos, contribuições adicionais e burocracia para tornar nossas empresas mais competitivas. O custo do trabalhador chega a ser mais que o dobro do verificado em outros países emergentes. Na indústria de transformação, os encargos trabalhistas correspondem a um terço das despesas com mão de obra. Isso tem reflexos diretos na competitividade dos nossos produtos - as despesas ligadas ao trabalho significam de 20% a 50% do custo final dos manufaturados brasileiros.  O Brasil é o País com os encargos trabalhistas mais elevados em um grupo de 25 nações analisadas pela rede mundial de auditoria e contabilidade UHY. Nesse grupo, que inclui o G7 - grupo dos sete países mais industrializados - e os Brics - principais economias emergentes -, o Brasil desponta como líder mundial ao pagar, em média, 57,56% do valor bruto do salário em tributos. A média global é de 22,52%


PAU QUE NASCE TORTO, MORRE TORTO


            Acima citei as mais diversas causas, que todo mundo está cansado de saber, que fazem com que o Brasil não tenha um crescimento contínuo e sustentável em sua longa história. Poderia dizer que os motivos do eterno atraso brasileiro foram culpa da colonização portuguesa e da religião católica. Os portugueses vieram para cá extrair nossa riqueza natural (talvez por isso até hoje somos fortes na exportação de commodities) e trouxeram o sistema cartorial com excessiva burocracia, que só traz mais corrupção (quanto mais obstáculos, mais “facilitadores” aparecem no caminho prometendo resolver este ou aquele problema em troca de uma propina). Nos EUA, outro país de tamanho continental como o Brasil, os colonizadores foram para lá em busca de trabalho e oportunidade – este ponto é crucial para entender a diferença de estágio entre os dois países. Outro fator fica bem claro no livro do historiador americano David Landres, autor do best-seller “A Riqueza e a Pobreza das Nações”. A riqueza de uma nação está alicerçada em uma cultura econômica bem-sucedida, fruto do trabalho produtivo, em que o mérito suplantava o status, e a riqueza se construía ‘fazendo’, e não ‘tomando’. Outro ponto que toca o autor é a respeito da diferença fundamental entre católicos e protestantes ao analisar a forma como eles entendem os jogos de azar. Os católicos dizem que, se você apostar, pode perder dinheiro. Os protestantes dizem que você pode ganhar e obter riquezas imerecidas. Ganhar, não tirar dinheiro de alguém. 






PAU QUE NASCE TORTO, MORRE TORTO




            Em meus últimos textos citei as mais diversas causas, que todo mundo está cansado de saber, que fazem com que o Brasil não tenha um crescimento contínuo e sustentável em sua longa história. Poderia dizer que os motivos do eterno atraso brasileiro foram culpa da colonização portuguesa e da religião católica. Os portugueses vieram para cá extrair nossa riqueza natural (talvez por isso até hoje somos fortes na exportação de commodities) e trouxeram o sistema cartorial com excessiva burocracia, que só traz mais corrupção (quanto mais obstáculos, mais “facilitadores” aparecem no caminho prometendo resolver este ou aquele problema em troca de uma propina). Nos EUA, outro país de tamanho continental como o Brasil, os colonizadores foram para lá em busca de trabalho e oportunidade – este ponto é crucial para entender a diferença de estágio entre os dois países. Outro fator fica bem claro no livro do historiador americano David Landres, autor do best-seller “A Riqueza e a Pobreza das Nações”. A riqueza de uma nação está alicerçada em uma cultura econômica bem-sucedida, fruto do trabalho produtivo, em que o mérito suplantava o status, e a riqueza se construía ‘fazendo’, e não ‘tomando’. Outro ponto que toca o autor é a respeito da diferença fundamental entre católicos e protestantes ao analisar a forma como eles entendem os jogos de azar. Os católicos dizem que, se você apostar, pode perder dinheiro. Os protestantes dizem que você pode ganhar e obter riquezas imerecidas. Ganhar, não tirar dinheiro de alguém.  


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Legislação trabalhista.






            No Brasil, os custos adicionais do trabalho são da ordem de 100%. Ao assinar a carteira de um funcionário, uma empresa arca com encargos iguais ao salário pago sem que este valor retorne ao trabalhador. As inúmeras obrigações são mais um peso que sufoca a competitividade dos produtos nacionais. Precisamos tornar a criação de empregos e a produção mais barata. Necessitamos de uma racionalidade para acabar com a profusão de encargos, benefícios diretos e indiretos, contribuições adicionais e burocracia para tornar nossas empresas mais competitivas. O custo do trabalhador chega a ser mais que o dobro do verificado em outros países emergentes. Na indústria de transformação, os encargos trabalhistas correspondem a um terço das despesas com mão de obra. Isso tem reflexos diretos na competitividade dos nossos produtos - as despesas ligadas ao trabalho significam de 20% a 50% do custo final dos manufaturados brasileiros.  

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

BUROCRACIA





            Estudo do Banco Mundial analisa a dificuldade do setor privado em lidar com a burocracia. Para abrir uma empresa necessitamos de 119 dias. Despachar um contêiner em um porto leva 13 dias – nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média é de 10 dias. Outra pesquisa da Fiesp com o seu Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) coloca o Brasil na 156° posição de um ranking de 185 países no item burocracia. O Decomtec aponta que o Brasil gasta 2.600 horas por ano para uma empresa pagar tributos no Brasil, enquanto na média dos  países da OCDE são necessárias 176 horas por ano. Outro estudo, do Fórum Econômico Mundial, mostra que o Brasil ocupa as últimas posições quando são analisados itens como a regulação do governo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Infraestrutura.



Como um paquiderme, o Brasil vai a passos lentos quando se trata de investimentos em infraestrutra. Para ficar só na área portuária, um estudo do Instituto Brasileiro de Pesquisas Tributária (IBPT) revela que os custos portuários tiveram crescimento (em dólar) de 27,26% no período de 2009 a 2012 no Brasil. Os custos portuários podem ser divididos em diretos ou indiretos. Entre os valores que recaem diretamente nos preços dos custos marítimos, estão as utilizações dos equipamentos e instalações portuárias terrestres ou marítimas. Os custos indiretos compreendem aqueles relacionados à contratação dos serviços de praticagem, rebocadores, agências marítimas, atracação e desatracação, faróis, vigias, transporte de tripulação, explica Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do IBPT.
Clima, oferta e demanda, oscilações de mercado. A maioria desses fatores que influenciam na renda do produtor e no preço das commodities agrícolas não podem ser controlados por política agrícola e investimentos dos agricultores. Já quando se fala em logística e infraestrutura de transportes e armazenagem, a situação é diferente. Se há algo que pesa nos custos de produção e impede o agronegócio brasileiro de ser ainda mais competitivo, são os problemas enfrentados por quem produz na hora de escoar a safra.

NA FOTO IMAGEM DA BR 163 LIGANDO PA-MT