segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sistema tributário.






            No Brasil as empresas participantes do SIMPLES têm que fazer mágica para crescer somente até o limite que as mantenha pagando impostos de forma simplificada. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, 62% das empresas que saem do SIMPLES ficam inadimplentes em até dois anos, pois não suportam lidar com até 100.000 combinações de regras tributárias. As grandes empresas gastam por ano 2.600 horas para lidar com a burocracia tributária – a média da América Ltina é de 367 horas e da OCDE, o clube dos países ricos é 176. As empresas vêem sua carga tributária aumentar em até 30% quando saem do SIMPLES.  O resumo disto tudo é que as grandes empresas disponibilizam um grande contingente de funcionários em atividades que não agregam valor e tiram a competitividade das empresas, pagando tributos e decifrando regras que mudam diariamente e as micro empresas fazem das tripas coração para não crescer e mudar seu enquadramento. Devemos reformar o sistema tributário e diminuir a carga para tornar o país mais competitivo.

domingo, 20 de outubro de 2013

Educação.





            O Brasil investe muito e mal em educação. Esquece por completo a educação de base, tenta remediar com uma série de cotas para preenchimento de vagas no nível superior e torra uma imensa fortuna em universidades federais que dão pouco retorno a sociedade. Recentemente, a USP, principal centro de pesquisa do país, saiu do ranking global das 200 melhores instituições de ensino publicado pela revista britânica Times Higher Education, depois de ocupar o 158° lugar em 2012. A USP caiu no ranking pela ausência de um projeto internacional e o baixo nível de citações em publicações científicas. O professor de economia nos EUA Alexandre Scheinkman questiona sobre qual seria a inspiração da USP. Assim como a USP nenhuma das universidade federais aparecem na lista entra as 400 da revista. A China tenta imitar o modelo americano e já possui duas representantes na lista e o segredo foi direcionar verbas de pesquisas em parceria com empresas privadas e com financiamento público. No Brasil, as pesquisas acadêmicas se afastam das necessidades do setor privado. É como se o trabalho para o setor privado fosse uma traição aos valores do ensino superior. De nada adianta aumentar o número de instituições, devemos mudar de estratégia. Do MIT nasceram mais de 25.000 empresas nas duas últimas décadas. Na Unicamp, referência de apoio ao empreendedorismo no Brasil, foram pouco mais de 300 no mesmo período.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

República das Bananas.

Enquanto se discute se o petróleo é nosso com o leilão do Campo de Libra, estamos perdendo o foco mais uma vez. Após o governo FHC tínhamos alguns caminhos a seguir: continuar as reformas ou continuar como estávamos. Escolhemos o segundo caminho. O megalômano Presidente Lula surfou na onda de nossas valorizadas commodities para a sedenta China que necessitava de nossos produtos para seu crescimento e assim o povo teve a chance de melhorar de vida, mesmo que este crescimento fosse mais um "voo da galinha" (voa e cai logo em seguida). Com este quadro nosso megalômano Presidente pagou a dívida junto ao FMI (mesmo sendo um péssimo negócio, pois trocou por outra dívida mais cara, em que o Brasil paga juros mais altos), perdoou dívidas de países africanos de olho na vaga do Conselho de Segurança da ONU, afundou o país em corrupção e de saída deixou o pepino da Copa do Mundo (com mais sedes do que a FIFA pediu) e Jogos Olímpicos no colo na Presidenta Dilma. Tivesse feito as reformas estruturais, investido em educação, diminuindo o peso do estado, burocracia, aumentando nossa eficiência nosso crescimento seria sustentável e constante. Da forma como está seremos eternos dependentes da valorização das commodities, o que é muito pouco para esta nação. No futuro de nada adiantará mais protestos e busca de culpados pois o culpado é só um e mora no ABC paulista!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O xixi da Oktoberfest.





            Segundo a ONG Trata Brasil (O Instituto Trata Brasil é uma OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – que tem como objetivo coordenar uma ampla mobilização nacional para que o País possa atingir a universalização do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto) mais da metade da população brasileira não tem rede de tratamento de esgoto em casa. O que nos causa espanto é a inversão de prioridades no Brasil. Ao lado de estádios de futebol padrão FIFA, implementação de televisão digital ou projeto de trem bala, assistimos uma realidade chocante que toca profundamente na qualidade de vida da população: a falta de saneamento básico. Com doenças que se proliferam de pouco adianta importar médicos sem medidas de profilaxia.
            O mais incrível dos dados da ONG é que a realidade não escolhe estados ricos e pobres e sem distinção chama a atenção que o pungente estado de Santa Catarina  tenha apenas 36% dos moradores atendidos com rede coletora. Blumenau, rica cidade de colonização alemã, conhecida pela mais famosa Oktoberfest no Brasil tem menos de 30% de água tratada. O sistema de fossas usado na cidade não da mais conta de uma população que passou dos 300 mil habitantes. E o esgoto vai para rede de água da chuva ou direto para os rios. Sem saneamento, a história se repete. Blumenau tem quase três vezes mais internações por diarreia do que as cidades mais bem colocadas no ranking. É evidente que  a preocupação de nossos governantes é apresentar obras que chamem a atenção acima da superfície, esquecendo de investir em outras áreas. Parece claro que no Brasil um estádio padrão FIFA, com direito a festa de inauguração e ponta pé inicial do(a) Presidente(a) em jogo festivo é muito mais importante do que enterrar tubulações. Outubro está ai e com tantos visitantes festejando na maior e mais animada festa de Oktoberfest deste País fica a questão: para onde vai tanta urina de nossos beberrões?

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PT saudações!

Em pesquisa recente vimos que Santa Catarina passou do Rio Grande do Sul no item que se refere IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Vou dizer claramente o que impede (e impediu o Rio Grande do Sul) de continuar a frente de Santa Catarina: PT. Qualquer política que se faça em algum governo deve ter continuidade e no estado vizinho podia mudar partido que as políticas de desenvolvimentos de polos industriais e econômicos não sofriam solução de continuidade e muito menos o estado ficava inchado aumentando seu custo operacional e suas dívidas. Enquanto isso, após o governo Brito que começou a criar pólos industriais (GM e FORD) surgiu o desastroso Governo Olívio destruindo tudo que começou a ser feito no governo anterior, mandando a Ford embora e criando seu jeito “espraiado” de crescimento a custas de um estado inchado e sem perspectivas de crescimento sustentável a longo prazo. Os outros governadores que sucederam, Rigoto e Yeda, vieram para tentar refazer as combalidas contas do estado e o atual, Tarso, trata de afundar mais ainda ao assumir o compromisso de cuidar de estradas antes privatizadas. Hoje, com menos de um ano, as estradas já sofrem com buracos e por incrível que parece o governo do Rio Grande do Sul convive com duas estruturas que se sobrepõem: DAER e EGR. Por isso os salários dos professores e da Brigada Militar são os mais baixos do país: estado inchado e sem perspectivas.

terça-feira, 30 de julho de 2013

A rotação do mundo mudou



Estamos todos vivendo um sufoco diariamente. Ao sair no trânsito e ao chegar a nossas casas após um dia estafante de trabalho, temos que disputar espaço, correr atrás de resultados e ainda cuidar de filhos e tratar de nossas necessidades básicas e alimentares. Tudo isto com muita pressa. Noto que as manifestações sociais, antropológicas, culturais e esportivas também mudaram. Vou dar alguns exemplos a seguir.
Antigamente, voar de avião era um glamour, com direito a comida quente e espaço de sobra nas poltronas. Hoje, viajamos que nem lata de sardinha e quando muito temos duas opções: tal marca de refri ou nada. Pelo lado do esporte vou focar no futebol: na década de 70, época em que me criei vendo meu Inter conquistar o tri-campeonato brasileiro invicto, o futebol era mais cadenciado que o de hoje. Lembro que o Gerson na copa de 70 no México matava a bola no peito, abanava para a torcida e depois dava seus precisos lançamentos. Hoje, o jogador de futebol virou maratonista, não tem espaço para raciocinar. A mesma velocidade se vê no cinema ou na propaganda. Os filmes de antigamente, se vistos hoje, fariam qualquer um bocejar, os comerciais tinham um ar de romantismo que não se concebe hoje. Nunca vou esquecer do Baixinho da Kayser, do Carlos Moreno, garoto propaganda da Bombril e de antigos comerciais de carros. Hoje, não consigo diferenciar reclames de companhia de telefone uma da outra, pois é só velocidade de conexão, preço etc. Comercial de veículo literalmente virou um catálogo de classificado com imagem e som, aparecendo o produto com suas características e preço, além do que está difícil diferenciar uma marca da outra.

Abaixo vejam o ontem e hoje da propaganda:

http://www.bossanovafilms.com.br/portifolio/o-primeiro-sutia

http://www.youtube.com/watch?v=CfvLiA9_lEk

http://www.youtube.com/watch?v=svoXsHnz46o

http://www.youtube.com/watch?v=idSIVKOfgqA

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Vaias à Dilma






            Em recente discurso feito na Marcha dos Prefeitos a Presidenta Dilma prometeu verba de R$ 3 bilhões para os municípios e cutucou aqueles que são contra a importação de médicos dizendo que tem município que oferece R$ 30 mil de salário e mesmo assim não consegue profissional para trabalhar. Segundo levantamento que fiz, o Brasil possui 5.750 municípios e dividindo este dinheiro daria algo em torno de R$ 500.539,00 para cada um. Mais uma medida demagógica da Presidenta. O que os prefeitos querem é que o Fundo de Participação dos Municípios aumente e não migalhas para calarem a boca. Por isso a Presidenta leva vaias por onde passa.
            Sobre os médicos não aceitarem receber R$ 30 mil para trabalhar em determinadas cidades a Presidenta tem que entender que existem certos lugares que não possuem estradas, os remédios não chegam não há local adequado para atendimento ou condições de se fazer algum procedimento cirúrgico ou exame clínico. Saiba também a Presidenta, que saúde se faz com infraestrutura de transporte, saneamento etc. Presidenta, a Sra. Entendeu os motivos das vaias ou quer que eu desenhe? Chega de migalhas. Repasse mais verbas para educação e saúde ou refaça o pacto federativo.