Uma vez eu publiquei um diploma de otário para quem votou no PT e recebi uma crítica de um amigo meu de infância que me deixou sem graça. Mas vamos lá: não é que quem votou no PT seja otário, pois entendo que nestes 12 anos a população colheu frutos de uma política de distribuição de renda, mesmo que tenha sido de forma equivocada. Como um estado paternalista, nunca se distribuiu tantas benesses (Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Minha Casa Melhor). Neste período, a economia cresceu, realizamos grandes eventos como a Copa do Mundo e teremos os Jogos Olímpicos ano que vem. Para quem usufruiu disso tudo e hoje vive atordoado com seu salário corroído pela inflação ou a perda de emprego deve ser difícil tentar entender o que possa ter ocorrido com o governo tão perfeito, que sem deixar um furo trazia um futuro esplêndido e duradouro! Este pobre escriba apanhou nas redes sociais e em debates na rua, pois sempre enxerguei o fenômeno como o "voo da galinha", sem os fundamentos econômicos para manter a economia decolando seria impossível que o governo mantivesse este quadro descrito acima. Tudo que vivemos foi graças a China que comprava todas as commodities por nós produzidas e nos lambuzamos como nunca e agora temos que limpar a bagunça de fim de festa e contar os mortos e feridos. Precisamos de reformas urgentes no âmbito político, tributário e revermos o pacto federativo. Caso contrário, sucumbiremos com a falta de educação, infraestrutura e o descalabro deste estado inchado e corrupto que vivemos. Assim como milhares de pessoas estão procurando novos rumos fugindo de lugares violentos, inóspitos e sem perspectivas, logo veremos jovens procurando um futuro melhor fora do país.
sábado, 5 de setembro de 2015
Mudanças
Uma vez eu publiquei um diploma de otário para quem votou no PT e recebi uma crítica de um amigo meu de infância que me deixou sem graça. Mas vamos lá: não é que quem votou no PT seja otário, pois entendo que nestes 12 anos a população colheu frutos de uma política de distribuição de renda, mesmo que tenha sido de forma equivocada. Como um estado paternalista, nunca se distribuiu tantas benesses (Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Minha Casa Melhor). Neste período, a economia cresceu, realizamos grandes eventos como a Copa do Mundo e teremos os Jogos Olímpicos ano que vem. Para quem usufruiu disso tudo e hoje vive atordoado com seu salário corroído pela inflação ou a perda de emprego deve ser difícil tentar entender o que possa ter ocorrido com o governo tão perfeito, que sem deixar um furo trazia um futuro esplêndido e duradouro! Este pobre escriba apanhou nas redes sociais e em debates na rua, pois sempre enxerguei o fenômeno como o "voo da galinha", sem os fundamentos econômicos para manter a economia decolando seria impossível que o governo mantivesse este quadro descrito acima. Tudo que vivemos foi graças a China que comprava todas as commodities por nós produzidas e nos lambuzamos como nunca e agora temos que limpar a bagunça de fim de festa e contar os mortos e feridos. Precisamos de reformas urgentes no âmbito político, tributário e revermos o pacto federativo. Caso contrário, sucumbiremos com a falta de educação, infraestrutura e o descalabro deste estado inchado e corrupto que vivemos. Assim como milhares de pessoas estão procurando novos rumos fugindo de lugares violentos, inóspitos e sem perspectivas, logo veremos jovens procurando um futuro melhor fora do país.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Estado falido
No sistema federalista, em que os estados gozam de plena autonomia e os
impostos ficam onde a riqueza é produzida, pensar em governador indo até
o governo central pedir ajudar financeira ou ter receita de impostos
retidos por este governo é algo que soa surreal.
Certa vez Nova Iorque estava literalmente quebrada e bateu nas portas
de Washington e recebeu um sonoro não. A cidade teve que se reinventar
(algo que esta na sua genética) e hoje é o que é. Aqui no Brasil, fruto
de uma Constituição torta, que deu aos estados
deveres e a União a incumbência de repassar recursos para saúde e
educação convivemos com estados sem autonomia e governadores que
precisam se humilhar para conseguir recursos para suas regiões. Soma-se a
gastos desmedidos (algo que ocorre em todos os níveis
de governo), previdência pública quebrada e por fim o tal "esqueleto da
dívida", criado na época do PROER, quando o Banco Central socorreu os
bancos estaduais falidos e em troca coube aos estados pagar mensalmente o
serviço desta dívida para a União. Aqui
no Rio Grande do Sul, por questões de um orgulho bairrista, ficamos com
o Banrisul e tivemos a nossa dívida aumentada de forma estratosférica.
Somado com os desgovernos que tivemos, aumentando constantemente o gasto
com o pessoal, através de CCs, criação da
UERGS ou empresa para cuidar de rodovias, temos um estado insolvente
que não consegue responder a nenhum anseio da sociedade. Sem solução a
vista (para abrir uma empresa basta um canetaço e para fechar um
referendo), com a pressão da sociedade e servidores,
o governo irá aumentar o ICMS, recaindo sobre o setor produtivo o
pesado fardo que este Estado carrega. Em tempos de recessão, poderemos
ver esta medida não surtir efeito, pois se o aumento não é suportado
pelas empresas e sociedade a tendência é ver investimentos
fugirem daqui e empresas fecharem as portas. Pobre Rio Grande do Sul,
seremos uma Argentina ou uma Grécia sem ajuda dos países da Zona do
Euro.
sábado, 17 de janeiro de 2015
Base da pirâmide, o alvo de populistas
Sou formado em
administração de
empresas e se para alguma coisa serviu meu curso foi para entender
como
funciona a mentalidade das pessoas e das organizações compostas
por elas.
Lembro bem da Teoria Clássica de Taylor e Fayol e seus os
primeiros estudos
sobre a teoria da administração. Fayol relacionou 14 princípios de
acordo com
seus pensamentos. São estes: divisão do trabalho, autoridade e
responsabilidade, unidade de comando, unidade de direção,
disciplina, prevalência
dos interesses gerais, remuneração, centralização, hierarquia,
ordem, equidade,
estabilidade dos funcionários, iniciativa e espírito de corpo.
Também lembro do
estudo de “Tempos e Movimentos” na tentativa de medir em quanto
tempo
determinada atividade era realizada e tentar otimizá-la através da
readequação
de processos. Também dentro de estudiosos de escolas de
administração,
encontramos a experiência de Hawthorne realizada em 1927, pelo
Conselho
Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos (National Research
Council), em uma
fábrica da Western Electric Company, situada em Chicago, no bairro
de Hawthorne
e sua finalidade era determinar a relação entre a intensidade da
iluminação e a
eficiência dos operários medida através da produção. A experiência
foi coordenada
por Elton Mayo e colaboradores, e estendeu-se à fadiga, acidentes
no trabalho,
rotatividade do pessoal (turnover) e ao efeito das
condições de trabalho
sobre a produtividade do pessoal. Nessa fábrica havia um grande
departamento
onde moças montavam relés de telefone. A tese era que aumentando a
luminosidade, a produtividade também aumentaria. A Western
Electric fabrica
equipamentos e componentes telefônicos. Na época, valorizava o
bem-estar dos
operários, mantendo salários satisfatórios e boas condições de
trabalho. A
empresa não estava interessada em aumentar a produção, mas em
conhecer melhor
seus empregados. Para analisar o efeito da iluminação sobre o
rendimento dos
operários, foram escolhidos dois grupos que faziam o mesmo
trabalho e em condições
idênticas: um grupo de observação trabalhava sobre intensidade de
luz variável,
enquanto o grupo de controle tinha intensidade constante.
Curiosamente, no
grupo experimental e no grupo de controle, registrou-se um aumento
na
produtividade. Os pesquisadores não conseguiram provar a
existência de qualquer
relação simples entre a intensidade de iluminação e o ritmo de
produção.
Reduziu-se a iluminação na sala experimental. Esperava-se uma
queda na
produção, mas o resultado foi o oposto, a produção na verdade
aumentou.
Comprovou-se a preponderância do fator psicológico sobre o fator
fisiológico: a
eficiência dos operários é afetada por condições psicológicas.
Reconhecendo que
o fator psicológico influenciava no resultado da pesquisa, os
pesquisadores
pretenderam eliminá-lo da experiência, por considerá-lo
inoportuno, razão pela
qual a experiência prolongou-se até 1932, quando foi suspensa em
razão da crise
econômica de 1929. A conclusão (que ficou conhecida como
experiência de
Hawthorne) é que o aumento da produtividade não estava relacionado
com a
intensidade da luz, mas sim com a atenção que estava sendo dada às
pessoas.
Outro tema desenvolvido durante o curso de administração foi a
respeito da
Pirâmide de Maslow (Abraham Maslow foi um psicólogo de grande
destaque por
causa de seu estudo relacionado às necessidades humanas). Segundo
ele, o homem
é motivado segundo suas necessidades que se manifestam em graus de
importância
onde as fisiológicas são as necessidades iniciais e as de
realização pessoal
são as necessidades finais. Cada necessidade humana influencia na
motivação e
na realização do indivíduo que o faz prosseguir para outras
necessidades que
marcam uma pirâmide hierárquica.
Fiz esta introdução
com estes
conhecimentos para tentar associar a base da pirâmide de Maslow
com a
pró-atividade ou a falta dela (pró-atividade é definida como uma
ação
antecipada, refere-se à tomada de decisões com agilidade e
inteligência). Na
prática, o profissional pró-ativo enquadra-se no perfil dos que
tomam a
iniciativa, seja na realização de novos projetos ou na busca por
soluções
eficazes na empresa, este tipo de profissional está sempre atento,
ele não
espera, faz acontecer; para isso se comunica, tem liderança,
motivação,
planejamento e delega o que é possível. Ao meu ver, um sujeito
pró-ativo é
fruto do meio e da educação adquirida de berço e na escola e
através deste
arcabouço de conhecimento ele vai em busca de seus objetivos,
desde
profissionais até pessoais, como viajar ou adquirir mais
conhecimento. Contudo,
quem está na base da pirâmide, buscando satisfazer tão somente
suas
necessidades fisiológicas, busca um emprego onde esperam tão
somente receber
ordens e cumpri-las até a hora de encerrar o expediente. Seus
objetivos só vão
se expandir a medida em que tiver mais nível de conhecimento,
tanto de estudo
quanto de vivência e relacionamento interpessoal, fazendo ter um
escopo maior
que vai além de fatores meramente fisiológicos.
Reparem tudo que foi
dito acima e
acompanhem mais uma vez minha linha de raciocínio: quanto menor o
estudo, menos
pró-ativo, menos ambicioso e menos contestador o ser humano é.
Está ai um
“rebanho” imenso para ser arrematado por governantes populistas
que se
perpetuam no poder através de suas políticas populistas (Bolsa
Família, Minha
Casa Minha Vida, etc.), sem a mínima necessidade de oferecer um
nível de
educação que faça estas pessoas crescerem ou almejarem novos
objetivos. Alguém
acredita que o novo lema do governo “Brasil, pátria educadora” vai
ser
aprofundado? Claro que não, pois o populismo necessita de gente
que não
questione e viva na base da pirâmide. Quem consegue avançar na
pirâmide ou vive
de forma desconfortável, no sentido em que tem consciência do que
está
acontecendo, mas não tem poder de mudança, ou simplesmente busca
em outros
países atingir seu grau máximo de felicidade e prosperidade.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Cachorros e chargistas.
Ainda chocado pela morte dos
chargistas na França por dois radicais islâmicos, voltava de viagem com minha
esposa e filho e, enquanto dirigia meu carro, a Fernanda, minha mulher, mostrou
um post do Facebook com a notícia de que uma organização
humanitária tinha salvado 23 cachorros que seriam sacrificados para virar
comida na Coréia do Sul - a Sociedade Humanitária Internacional (HSI,
na sigla em inglês), com sede em Washington, localizou os cachorros em uma
fazenda de Ilsan, que fica perto de Seul, onde eles estavam sendo criados
especificamente para o consumo humano e os resgatou levando-os para uma região
próximo a Washington, nos EUA. Como amante de cachorro fiquei feliz.
Praticamente eu sou carnívoro, mas não como nenhum animal “bonitinho”. Contudo,
argumentei que comer cachorro faz parte da cultura coreana e que um indiano
deve ficar horrorizado nos vendo em uma churrascaria saboreando uma deliciosa
picanha de carne de gado (não esperem que eu vire vegetariano ou vegano). Tenho
um primo que em uma viagem a Índia quase foi linchado quando por pouco não
atropelou uma vaca.
Semana
passada li que o movimentos neonazistas, manifestações anti-islã e a islamofobia
aumenta e recrudesce na Alemanha – e acredito que por toda Europa e mundo
ocidental. Confesso que não conhecia o jornal satírico Charlie Hebbo e tampouco os chargistas mortos (Charb, de 47 anos, Cabu, 76 anos ou
Wolinski, 80 anos) pelos franco-argelinos. Meu conhecimento de publicação
francesa era de algumas manchetes do jornal Le Monde e dos quadrinhos
do Asterix e Obelix, criados por Uderzo e Goscinny. Ouvindo o
rádio nesta mesma viagem, um jornalista disse que o jornal atacado pelos
terroristas costuma pegar forte com a direita, esquerda, católicos judeus e
islâmicos com charges pesadas e de baixo nível. Em uma democracia, com um
estado de direito forte e um judiciário atuante, o ofendido tem todo o direito
de entrar com uma ação de reparação por perdas e danos morais. Mas onde tem
este conceito de democracia em países onde o estado tem o Alcorão como sua
“carta constitucional”?
Aprendi
nas minhas aulas de física que “para
toda ação existe uma reação com força igual ao contrário” e me parece serem estes os fenômenos que
estamos vendo pelo mundo. Os islâmicos ofendidos reagem de forma brutal,
sobretudo os radicais, mesmo que tenham nascido no território francês, como foi
o caso. Por outro lado, esta ação terrorista de uma minoria cega e doente, faz
crescer outros movimentos anti-islâmicos, como acontece pela Alemanha. O que fazer?
A França é um país que sempre recebeu imigrantes de diversas regiões por ela
colonizada e a eles deu todas condições para viverem em paz. Por outro lado,
com a falta de emprego e oportunidade, a juventude européia vê neles uma séria
ameaça para seu futuro. Juntando com o extremismo religioso, prevejo sérios
embates entre estes movimentos e os muçulmanos que por lá querem viver em paz.
Temos que aceitar as diferenças, desde aqueles povos que comem carne de
cachorro, aos que cultuam a vaca ou aos que adoram o churrasco.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Educação de base já.
Sou servidor da UFRGS e se fosse me
dado o direito de opinar sobre a abertura do campus litoral eu votaria contra.
O Brasil não necessita mais de universidades públicas, precisamos inverter a
pirâmide de investimentos no ensino e aplicar de forma qualificada no ensino de
base, saindo da discussão cansativa que centraliza só os ganhos salariais dos
professores, passando por uma melhoria da infraestrutura das escolas, melhor
qualificação do quadro funcional e implementação da meritocracia. O que vemos
como política é o governo alardear os investimentos feitos em universidades, as
ações afirmativas e políticas que pouco resultado devolvem a sociedade em forma
de pesquisa e valor agregado para a economia.
Segundo Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílio (Pnad) 2013, divulgada em setembro de 2014, o ensino médio é
cursado até o seu final por apenas 54,3% dos jovens até os 19 anos. O estudo
mostra ainda que 19,6% dos jovens de 15 a 17 anos estão ainda no ensino
fundamental, 15,7% não estudam e não concluíram o ensino médio, e 5,9% não
estudam mas já terminaram o ensino médio. No ensino fundamental, a taxa de
conclusão até os 16 anos foi de 71,7%. O estudo apontou ainda diferença de
aproximadamente 20 pontos percentuais entre as taxas de jovens declarados
brancos que concluíram o ensino fundamental aos 16 anos (81%) e o ensino médio
aos 19 anos (65,2%), e aqueles que se declaram negros (60% e 45%,
respectivamente). Em relação à renda, entre os 25% mais ricos, 83,3% terminam o
ensino médio. Já entre os 25% mais pobres, este índice cai para 32,4%.
Apesar de importantes, as
políticas de inclusão social ou de ação afirmativa no ensino superior atreladas
somente ao vestibular – ou a processos seletivos como o Sistema de Seleção
Unificada (Sisu) – são insuficientes para solucionar o problema da exclusão de
jovens oriundos de escola pública. Isso porque a exclusão nas universidades
estaduais e federais ocorre antes mesmo do processo de seleção dos candidatos
para os cursos de graduação. A avaliação foi feita por Marcelo Knobel,
professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp), durante o simpósio Excellence in Higher Education.
Quando se fala em ação
afirmativa, a minha opinião é clara: se for para dar que seja por fator renda e
não por raça, ou a raça negra é inferior. A realidade é que temos no Brasil
cerca de 109 universidades públicas e 38 Institutos Federais com status de
universidades que devolvem muito pouco para a sociedade. O economista Eduardo
Giannetti defende o ensino pago nas universidade públicas, pelo menos para os
estudantes que podem pagar e, segundo ele, os que fizeram nível médio em escola
particular, podem pagar ensino universitário. Vamos quebrar o paradigma da
educação, pois os recursos do pré-sal não chegaram ao destino preconizado pelo
governo.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Lula voltará.
O governo FHC teve o grande mérito
de debelar com a inflação através do Plano Real e, após seu mandato, todos
economistas e especialistas em contas públicas alardeavam que para o Brasil
continuar rumando em busca do desenvolvimento econômico sustentável uma série
de reformas deveriam ser tomadas logo em seguida: previdenciária, enxugamento
do estado, investimento em educação de base, infraestrutura, desburacratização,
reforma tributária etc. Mas o que se viu no período em que o PT está no governo
foi a falência completa do Estado. O número de ministérios pulou para 39,
nenhuma reforma saiu do papel e a megalomania do Presidente Lula, aquele da
frase “nunca antes da história deste país”, trouxe para o Brasil uma conta alta
a pagar com a realização de eventos gigantescos como a Copa do Mundo e os Jogos
Olímpicos. Somado a enormidade de gastos do Estado inchado, convivemos com uma
corrupção endêmica que coloca em descrédito a o governo.
Com
as eleições a vista, provavelmente teremos o fim da era petista. Contudo, com
as imensas dificuldades que o próximo presidente irá enfrentar, prevejo que o
Lula voltará como “salvador da pátria” logo em seguida. Mas desta vez ele irá
afundar de vez o país, pois não terá a China comprando tudo quanto é
commodities produzida por aqui, fato que salvou a combalida economia brasileira
e seu governo claudicante. Infelizmente, com a falta de uma agenda e projeto
para o Brasil, o político para chegar a presidência terá que seguir a atual política:
deixar a educação em frangalhos e distribuir inúmeras “bolsas” e auxílios
tirando o couro da classe média através de impostos. O futuro do Brasil é algo
tipo Argentina e Venezuela. Não sou a Mãe Dináh, mas prevejo dias muito ruins
para os brasileiros.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Efeitos deletérios.
Estamos
em 2014 e ainda vivemos efeitos deletérios herdados de acontecimentos
históricos do passado. No oriente médio temos a constante tensão entre
palestinos e judeus. Agora, assistimos um presidente deposto na Ucrânia e o
exército russo invadindo a região da Crimeia. Não sou historiador, mas vou
relembrar os fatos para entendermos um pouco o que estamos vivendo.
Após
a Segunda Guerra Mundial, o mundo ficou de frente com as sequelas de anos de
crueldade: mais de seis milhões de judeus exterminados nos campos nazistas. Com
isso, as organizações voltadas para ajuda humanitária passaram a resgatar os
judeus que sobreviveram nos campos de concentração e embarcá-los
clandestinamente para a palestina. A Inglaterra tentou de todas as formas
barrar o desembarque dos refugiados, lembrando que a Palestina era concessão
britânica. A opinião pública mundial sensibilizada teve reforçada a ideia de criação de um
Estado judeu na Palestina. Em 1947, em assembleia realizada pela Organização
das Nações Unidas (ONU), presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, foi
deliberada a divisão da Palestina em dois Estados, o Estado Judeu e o Estado
Árabe. Em maio de 1948, os judeus, liderados por David Bem Gurion, fundaram
oficialmente o Estado de Israel. No entanto, o Estado árabe prenunciado pela
ONU nessa partilha não foi estabelecido e os palestinos lutam até hoje para ter
o seu Estado. Esse episódio foi denominado Questão Palestina. Assim,
resumidamente, entendemos o que acontece hoje naquela região. Teríamos outro
ponto de tensão entre os dois povos: a falta de água na região.
Agora,
para entendermos a questão da Ucrânia e a região da Crimeia naquele país vamos
voltar ao passado e vermos como foi costurada e antiga URSS. A União Soviética
(URSS, USSR ou CCCP) surgiu logo após a Revolução Russa, e era composta de
vários países soviéticos e tinha uma enorme extensão geográfica, englobando os
Países Bálticos, o leste da Polônia, a Besserábia e excluindo apenas a Polônia
e a Finlândia. Durante a Guerra Fria, a URSS criou um poderoso bloco socialista
que se estendia da Europa Oriental até a América, passando pelo Extremo
Oriente, Sudeste Asiático, Oriente Médio e pela África e todo esse bloco era
comandado por Moscou. A URSS cresceu tanto que chegou a ser formada por 15
países na época, até sua dissolução: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia,
Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão,
Letônia, Lituânia, Moldávia, Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão,
Ucrânia e Uzbequistão. Com a queda do Muro
de Berlim começou a ser derrubado depois de 28 anos de existência deste bloco
comunista. Não foi apenas a queda, mas também ocorreram grandes manifestações
em que se pedia a liberdade, e assim, o Muro de Berlin tornou-se um dos maiores
símbolos do fim desse período.
Voltando
a questão da Crimeia, temos a Rússia com todos os vícios da antiga URSS, com
bilionários surgidos no setor do petróleo, nascidos de dentro da antiga KGB a
base de tráfico de influência e corrupção. Para se ter uma idéia, temos mais
bilionários em Moscou do que em Nova Iorque. Por outro lado, lembrando a
“limpeza étnica” feita por Hitler, temos o Vladimir Putin com sua obtusa cabeça
do tempo da URSS a perseguir gays e o desejo claro de reunificar regiões onde
se tem presente a forte presença de cidadãos de origem russa. Paralelo a isto,
não pode esquecer da importância do petróleo e dos gasodutos que varrem toda a
região. Não tenho a mínima idéia do que irá acontecer nesta região, mas temos
claramente um desejo da população ucraniana de se ver livre de dirigentes
corruptos e se aliar a Europa Ocidental para tentar vivenciar um crescimento
econômico e social semelhante ao que teve a antiga Alemanha Oriental e do outro
lado a força do exército e do dinheiro russo tentando manter sob seu controle
antigas regiões do bloco soviético. Afinal, a Guerra Fria ainda não acabou?
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