terça-feira, 22 de março de 2011

Blog da Bethânia


A ministra Ana de Hollanda (Cultura) minimizou controvérsia gerada com a aprovação, pelo ministério, de projeto de R$ 1,3 milhão para a criação de um blog com leituras de poesia pela cantora Maria Bethânia. Mas convenhamos que trata-se de um verdadeiro absurdo um artista do renome da cantora Maria Bethânia utilizar da lei de Incentivo a Cultura para captar recursos para a criação de um blog. Imagino a cantora Maria Bethânia chegando ao Ministério da Cultura cantando uma música de grande sucesso – “Grito de Alerta” de Gonzaguinha – e implorando pela benesse: “...São tantas coisinhas miúdas/ Roendo, comendo/ Arrasando aos poucos/ Com o nosso ideal /São frases perdidas num mundo/ De gritos e gestos/ Num jogo de culpa/ Que faz tanto mal... Não quero a razão/ Pois eu sei/ O quanto estou errado...”. É uma pena que uma artista de tamanho renome tenha feito tal pedido e que o Ministério da Cultura tenha aceitado.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Disciplina japonesa


Em 2006 tive a felicidade de ir ao Japão para ver o meu time – Internacional – se sagrar Campeão do Mundo e nesta oportunidade tive a felicidade de observar como os japoneses são disciplinados e preparados para os constantes terremotos que não tem hora para acontecer. Trata-se de um povo paciente, educado, que respeita a faixa de segurança (não atravessam a rua com sinal fechado mesmo se não tem carro a vista), não jogam sujeira ou toco de cigarro nas calçadas (mesmo com a retirada de lixeiras, após um atentado terrorista em que deixaram uma bomba neste equipamento urbano). Desde a escola as crianças recebem treinamento para enfrentar fortes tremores de terra e as construções civis são preparadas para balançar e não cair.

Contudo, a tsunami dizimou com cidades costeiras, matando milhares de pessoas, ocasionando um estrago grande na infraestrutura daquele país e com a possibilidade de um grave acidente nuclear na usina de Fukushima traz a tona receio de contaminação radioativa e desconfiança de que os responsáveis pela usina estejam escondendo a verdade para a população. Aqui do outro lado do mundo, esperamos que o Japão conserte os danos causados na usina e certamente, com a paciência, disciplina e obstinação, o povo japonês conseguirá se reerguer mais uma vez desta grande tragédia.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Diagnóstico


Já cansei de escrever sobre as mazelas que assolam nosso Brasil – “...gigante pela própria natureza...” e aqui tentarei mostrar para o leitor as causas de tanto desmandos, corrupção e falta de planejamento que atrasam nosso País – “...deitado eternamente em berço esplêndido...”. Nos deslizamentos do Rio de Janeiro, nos alagamentos em São Paulo, nos gargalos de infraestrutura que encarecem o “custo Brasil”, na falta de educação de qualidade ou nas filas em postos de saúde a causa é uma só: Estado inchado e cargos loteados para políticos despreparados tecnicamente (o mínimo para se dizer) para gerir o setor público.

Na posse dos Congressistas já vislumbramos o retrato da nossa classe política: tomaram posse figuras da área de esporte ou circense que, sem trabalho ou endividados, encontraram na sua popularidade uma forma de conseguir através do cargo político uma forma de garantir um rendimento certo e polpudo no fim do mês.

A Presidenta Dilma tem que quebrar a cabeça para preencher os cargos das mais diversas pastas ministeriais, agências de regulação e estatais tentando compatibilizar o aspecto de conhecimento técnico com a forte pressão dos partidos aliados – leia-se PMDB – loteando cargos com gente despreparada, algo nefasto para um planejamento eficaz da máquina estatal.

Recentemente, o governo sinalizou que cessará com concursos públicos previstos e com futuras nomeações de concursados. Com o estado inchado, pressionando os gastos públicos, fica difícil diminuir os juros, construir uma proposta de reforma tributária que incentive a produção de riquezas. Sobre a máquina inchada o correto seria fazer um diagnóstico para deslocar servidores de setores onde sobra pessoal para outros onde falta, com o devido treinamento. Mas creio que isto não passa de utopia e lá na frente, perto das eleições, o governo fará sangrar os cofres inchando mais ainda a ineficiente máquina estatal.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tragédias no sudeste


Não sou geólogo nem urbanista para definir as causas das tragédias trazidas pelas fortes chuvas que assolaram São Paulo e a região serrana do Rio de Janeiro. Contudo, observando os fatos e lendo com atenção os comentários de especialistas fica fácil de chegar a conclusão que a culpa é exclusivamente do homem, com a sua falta de educação, previdência e planejamento dos governos.
Nas grandes cidades brasileiras, o modelo de crescimento urbano priorizou construções que impermebializaram o solo com asfalto e calçadas e com o acumulo de lixo jogado nas ruas, fruto da má coleta e da falta de educação da população, faz com que córregos e bocas de lobo não dêem conta do fluxo de água. Soma-se a este fato que ruas e edificações feitas ao lado de rios acabam sendo tomadas pela água que transborda.
A situação no Rio de Janeiro tem outra lógica: o homem invadiu a natureza, construindo casas no leito de rios e nos morros. A contemplação da vista e da natureza cegaram a população até que a natureza mostrou sua fúria. O grande culpado destas tragédias é o poder público com sua falta de planejamento e desídia. Agora, mais uma vez contaremos os mortos, reconstruiremos o que der e ano que vem a mesma história se repetirá nos noticiários com a volta das chuvas. Com dizia Jacques Custeau “A maior poluição do mundo é o excesso de gente!”

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Distribuição de Cargos


Mal sentou na cadeira presidencial e a Presidenta Dilma já tem focos de incêndio para apagar. O PMDB, partido que está sempre no poder, reivindica cargos e pastas ministeriais que lidam com verbas polpudas e poder. O já Ministro da Previdência Garibaldi Alves, indicado pelo PMDB, em discurso patético disse não ter curriculum para o cargo e a medida que o os demais escalões do governo são preenchidos por partidários petistas o PMDB ameaça agir contra o governo. Esta realidade se repete a cada governo e cabe aqui uma reflexão:

As empresas privadas passam um processo complexo para nomear seus diretores e presidentes, que precisam ter conhecimento, postura e entender do ramo em que atuam. No campo estatal, onde vale a indicação política, diretores e ministros caem de pára-quedas sem entender do ramo, visando tão somente o poder e a gerência (má gerência) de verbas polpudas.

Desta forma, fica muito difícil para o governo alcançar metas que não representem aumento de gastos e uso de verba pública com propósitos políticos, fazendo com que juros, carga tributária e burocracia sufoquem o setor produtivo no Brasil. Para agravar os percalços do governo da Presidenta Dilma, ela não encontrará um cenário favorável como o seu antecessor encontrou na economia mundial.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Nunca antes...


O Governo Lula está terminando e cabe fazer um balanço destes oitos anos. O Brasil teve avanços e retrocessos - por sorte ou ação do governo e o certo é que terminados estes oito anos com o aumento dos gastos públicos, por culpa do legislativo e do executivo como veremos adiante.

No apagar das luzes o Congresso aprovou a elevação do salário do legislador, que atualmente é de R$ 16,5 mil, para R$ 26,7 mil, custo extra que chegará R$ 130 milhões no próximo ano. Na soma dos valores desperdiçados com os legisladores ainda existem as verbas de gabinete, indenizatórias, com passagens aéreas, telefones, despesas médicas que chegam a superar os R$ 100 mil mensais – vale salientar que este aumento representará um efeito cascata para os vencimentos de deputados estaduais e vereadores.

Estes aumentos não são culpa do Presidente Lula, mas na cota de sua gestão vamos encontrar um estado que aumentou o número de funcionários públicos, fazendo com que desde a sua primeira posse, o governo passasse a destinar um gasto no orçamento público superior à 34 bilhões de reais. Com tanto gasto fica difícil vislumbrar a queda de juros no Brasil - os juros são altos porque o governo, maior devedor da economia, precisa pagar juros altos para obter empréstimos internos e financiar o déficit público. Se, por exemplo, o rombo da Previdência pudesse ser sanado, a dívida pública seria menor e ficaria mais barata.

Por conta da má gestão do dinheiro público, temos a infraestrutura brasileira como das piores no mundo, mesmo com a arrancada dos investimentos nos últimos quatro anos. Comparado a outros 20 países, com os quais concorre no mercado global, o Brasil ficou na 17ª colocação no quesito qualidade geral da infraestrutura, empatado com a Colômbia. Numa escala de 1 a 7, o país teve nota 3,4 - abaixo da média mundial, de 4,1. A bem da verdade, o Presidente Lula e a Presidenta eleita Dilma Roussef, inventaram – certamente por obra de algum marketeiro de plantão – o PAC, que nada mais é do que obras previstas no orçamento da União travestidas com o pomposo nome de Programa de Aceleração do Crescimento.

Outro efeito da falta de investimento é o nível da educação apresentando índices de repetência e abandono da escola entre os mais elevados da América Latina, a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. Segundo o Relatório de Monitoramento de Educação para Todos de 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a qualidade da educação no Brasil é baixa, principalmente no ensino básico, fazendo com que falte mão de obra qualificada, uma grande barreira para um país que precisa crescer e gerar riqueza e renda.

Ainda por culpa do governo Lula, tivemos a partidarização das agências reguladoras, de suma importância para o estabelecimento de um marco regulatório e fiscalização independente dos diversos setores que outrora estavam na mão do governo e hoje estão sob a batuta do setor privado. Mas, com uma visão míope, o PT tirou o peso e a independência delas e distribuiu diversos cargos entre as agências tirando o caráter técnico e independente e dando uma cara política e de estreitamento com as políticas partidárias.

Para manter este paquiderme (máquina pública) funcionando o governo necessita de um sistema tributário marcado por tributação excessiva e de má qualidade, que onera demasiadamente o produto nacional e inibe investimentos na atividade produtiva. A carga tributária se concentra em setores específicos da economia, sobretaxando o setor produtivo, especialmente o setor industrial, o que incentiva a informalidade. Persiste, ainda, a injustificada tributação sobre exportações e investimentos. A competitividade dos produtos nacionais é prejudicada pela complexidade do sistema, que impõe elevados custos acessórios às empresas. Tal situação requer ampla reformulação do sistema tributário para adequá-lo à necessidade de aumento da competitividade das empresas nacionais e de maior crescimento do país. Dentro deste caos tributário e de uma legislação trabalhista que emperra a economia brasileira, encontramos um sistema federativo caótico, que concentra 70% de tudo que é arrecadado em impostos nos cofres da União, fazendo com que estados e municípios fiquem sem recursos para cumprir as demandas que a população local exige e necessita.

O Presidente Lula, ao longo de seu governo, tentou conseguir um assento no Conselho de Segurança da ONU e para tanto imprimiu uma política externa no mínimo questionável. Neste período houve aproximação com governos que não respeitam direitos humanos ou a liberdade de imprensa, com forte aproximação com Cuba, Venezula e o Irá do Presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Para terminar o governo a última “pérola” do Presidente, conhecido pela compra do avião batizado de Aerolula” foi reconhecer que o futuro “Aerodilma”, segundo Lula, deveria ser trocado por uma aeronave atual, pois a atual não tem autonomia para longos percursos. Ainda prometendo dar palites no governo de sua sucessora, o Presidente Lula sonha com o andamentos das obras do PAC e com a fabricação de um submarino nuclear.

Agora, que a Presidenta Dilma não terá sorte de pegar é um cenário econômico que impulsione a economia brasileira só nos resta aguarda quais serão os passos que ela tomará para garantir um crescimento sustentável , investir em infraestrutura, na qualidade da educação e uma melhora no índice de desenvolvimento humano (IDH) no Brasil. Será uma difícil missão se as práticas do governo continuarem as mesmas.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Em Abhu não deu bi!


Depois de baixar a poeira fiquei pensando no que levou o

Inter a desclassificação frente ao Mazembe e cheguei as

seguintes conclusões:

1) O Índio, como ex-atleta, teria imensa dificuldade de

marcar um africano só, o Eto, imagina dez;

2) O Inter insistiu com nulidades durante o ano e morreu na

praia com o Wilson Mathias ("O Espatacular") que não

marca, não arma e não ataca;

3) O Celso Roth não teve coragem de fazer as mudanças

necessárias para reverter o placar durante o jogo, como

tirar o D'Alessandro, que estava dormindo em campo, e

colocar o Andrezinho e mudar o esquema com mais atacantes

por exemplo;

4) Questiono a posição do Guinazu que joga em tudo

quanto é lugar menos onde deveria;

5) Por último, eu não acho que os africanos sejam mal

jogadores tecnicamente, podemos discutir se eles marcam mal

(devido ao modo faceiro em que jogam). Se formos ver como

surgem estes atletas nós vamos lembrar de como eram

formado os jogadores brasileiros na época em que tínhamos

campos de várzea no Brasil.