quarta-feira, 14 de maio de 2014

Lula voltará.



O governo FHC teve o grande mérito de debelar com a inflação através do Plano Real e, após seu mandato, todos economistas e especialistas em contas públicas alardeavam que para o Brasil continuar rumando em busca do desenvolvimento econômico sustentável uma série de reformas deveriam ser tomadas logo em seguida: previdenciária, enxugamento do estado, investimento em educação de base, infraestrutura, desburacratização, reforma tributária etc. Mas o que se viu no período em que o PT está no governo foi a falência completa do Estado. O número de ministérios pulou para 39, nenhuma reforma saiu do papel e a megalomania do Presidente Lula, aquele da frase “nunca antes da história deste país”, trouxe para o Brasil uma conta alta a pagar com a realização de eventos gigantescos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Somado a enormidade de gastos do Estado inchado, convivemos com uma corrupção endêmica que coloca em descrédito a o governo.
            Com as eleições a vista, provavelmente teremos o fim da era petista. Contudo, com as imensas dificuldades que o próximo presidente irá enfrentar, prevejo que o Lula voltará como “salvador da pátria” logo em seguida. Mas desta vez ele irá afundar de vez o país, pois não terá a China comprando tudo quanto é commodities produzida por aqui, fato que salvou a combalida economia brasileira e seu governo claudicante. Infelizmente, com a falta de uma agenda e projeto para o Brasil, o político para chegar a presidência terá que seguir a atual política: deixar a educação em frangalhos e distribuir inúmeras “bolsas” e auxílios tirando o couro da classe média através de impostos. O futuro do Brasil é algo tipo Argentina e Venezuela. Não sou a Mãe Dináh, mas prevejo dias muito ruins para os brasileiros.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Efeitos deletérios.





            Estamos em 2014 e ainda vivemos efeitos deletérios herdados de acontecimentos históricos do passado. No oriente médio temos a constante tensão entre palestinos e judeus. Agora, assistimos um presidente deposto na Ucrânia e o exército russo invadindo a região da Crimeia. Não sou historiador, mas vou relembrar os fatos para entendermos um pouco o que estamos vivendo.
            Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo ficou de frente com as sequelas de anos de crueldade: mais de seis milhões de judeus exterminados nos campos nazistas. Com isso, as organizações voltadas para ajuda humanitária passaram a resgatar os judeus que sobreviveram nos campos de concentração e embarcá-los clandestinamente para a palestina. A Inglaterra tentou de todas as formas barrar o desembarque dos refugiados, lembrando que a Palestina era concessão britânica. A opinião pública mundial sensibilizada  teve reforçada a ideia de criação de um Estado judeu na Palestina. Em 1947, em assembleia realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, foi deliberada a divisão da Palestina em dois Estados, o Estado Judeu e o Estado Árabe. Em maio de 1948, os judeus, liderados por David Bem Gurion, fundaram oficialmente o Estado de Israel. No entanto, o Estado árabe prenunciado pela ONU nessa partilha não foi estabelecido e os palestinos lutam até hoje para ter o seu Estado. Esse episódio foi denominado Questão Palestina. Assim, resumidamente, entendemos o que acontece hoje naquela região. Teríamos outro ponto de tensão entre os dois povos: a falta de água na região.
            Agora, para entendermos a questão da Ucrânia e a região da Crimeia naquele país vamos voltar ao passado e vermos como foi costurada e antiga URSS. A União Soviética (URSS, USSR ou CCCP) surgiu logo após a Revolução Russa, e era composta de vários países soviéticos e tinha uma enorme extensão geográfica, englobando os Países Bálticos, o leste da Polônia, a Besserábia e excluindo apenas a Polônia e a Finlândia. Durante a Guerra Fria, a URSS criou um poderoso bloco socialista que se estendia da Europa Oriental até a América, passando pelo Extremo Oriente, Sudeste Asiático, Oriente Médio e pela África e todo esse bloco era comandado por Moscou. A URSS cresceu tanto que chegou a ser formada por 15 países na época, até sua dissolução: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão,  Letônia, Lituânia, Moldávia, Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e  Uzbequistão. Com a queda do Muro de Berlim começou a ser derrubado depois de 28 anos de existência deste bloco comunista. Não foi apenas a queda, mas também ocorreram grandes manifestações em que se pedia a liberdade, e assim, o Muro de Berlin tornou-se um dos maiores símbolos do fim desse período.
            Voltando a questão da Crimeia, temos a Rússia com todos os vícios da antiga URSS, com bilionários surgidos no setor do petróleo, nascidos de dentro da antiga KGB a base de tráfico de influência e corrupção. Para se ter uma idéia, temos mais bilionários em Moscou do que em Nova Iorque. Por outro lado, lembrando a “limpeza étnica” feita por Hitler, temos o Vladimir Putin com sua obtusa cabeça do tempo da URSS a perseguir gays e o desejo claro de reunificar regiões onde se tem presente a forte presença de cidadãos de origem russa. Paralelo a isto, não pode esquecer da importância do petróleo e dos gasodutos que varrem toda a região. Não tenho a mínima idéia do que irá acontecer nesta região, mas temos claramente um desejo da população ucraniana de se ver livre de dirigentes corruptos e se aliar a Europa Ocidental para tentar vivenciar um crescimento econômico e social semelhante ao que teve a antiga Alemanha Oriental e do outro lado a força do exército e do dinheiro russo tentando manter sob seu controle antigas regiões do bloco soviético. Afinal, a Guerra Fria ainda não acabou?


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Sinistrose verde-amarela






            Hoje estou em casa cuidando do meu filho, pois com a greve geral dos motoristas de ônibus coletivos em Porto Alegre ele ficou sem escola devido à falta de funcionários e professores que não foram ao trabalho e eu não tinha com quem deixa-lo. Este fato é só a ponta de um emaranhado de “novelo de lã” de difícil solução para o Brasil. Pude ver o noticiário pela manhã e a situação não está nada boa. Os indicies de educação no Brasil são os piores, apesar de aplicar-mos 6% do PIB somente US$ 5 mil dólares chegam ao aluno de educação de base, fruto de uma miopia do governo que investe pesadamente (e mal) no ensino superior – para consertar esta aberração tenta fornece cotas dos mais variados tipos nas universidades. No mesmo noticiário vi que em diversos estados as aulas que eram para começar estão suspensas devido a greve dos professores e falta de condições de escolas demolidas e sucateadas. Como formar uma geração qualificada e cidadãos para o futuro sem educação? O que se pede é que tenhamos escolas de qualidade e professores qualificados.
            Esta mesma população que não consegue transporte público em Porto Alegre no dia de hoje (29/01/2014) pena em outras capitais para pegar um trem ou ônibus andando em condições desumanas e perdendo mais da metade do dia em deslocamentos. Na área de saúde sofremos quando se pensa em prevenção com a falta de saneamento básico, médico de família e hospitais em ruínas. Ao lado destes trabalhadores encontramos empresários e profissionais liberais que trabalham duramente pagando uma enormidade de impostos sem se saber se chegarão com vida em casa pois a falta de policiamento e a violência torna a vida um constante perigo.
            Todos sofrem neste país e ao mesmo tempo em que não se tem infraestrtura para escoar nossa produção assistimos o governo bancar um porto em Cuba e estádios para Copa que logo depois irão virar um elefante branco. Por isto toda a revolta nas ruas e os “rolezinhos” nos shoppings. Tivéssemos uma condição de país desenvolvido nossos jovens estariam ocupados com estudo e não viríamos o Brasil que desaba que nem “castelo de cartas” priorizando outros gastos. A democracia tão sonhada que teve na nossa Presidenta uma lutadora para alcançar este sonho, está “doente”! Urge que se façam reformas urgentes. Não tem sentido este sistema federalista em que 70% da arrecadação de tributos vai para Brasília! Não tem sentido termos mais deputados federais que os EUA por exemplo! Não tem sentido o número de CCs (mais de 20 mil) e distribuição de cargos fazendo o Brasil chegar ao número de 39 ministérios! Basta para tudo isto!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Lição da Turma 11f



           A reportagem do jornal Zero Hora de 22/12/2013 –    “Lições da Turma 11f” (do Colégio Júlio de Castilhos) teve forte repercussão na edição de 26/12/2013 do mesmo jornal por parte dos leitores. Tive o cuidado de ler todos os depoimentos de professores e pais envolvidos no processo educacional de nossos jovens e em nenhum deles houve um destaque positivo. A falta de professores, falta de infraestrutura e má gestão dos recursos públicos foram pontos abordados o que demonstra a falência do ensino público de base. Esta realidade é demonstrada nas pesquisas de organismos internacionais como a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que colocam o ensino do Brasil em um nível muito baixo. Este quadro repercute na sociedade de diversas maneiras: temos dificuldade de aumentar nossa capacidade de desenvolvimento econômico pela falta de mão-de-obra qualificada, aumento da pobreza e alta taxa de natalidade nas classes mais baixas, com tentativas de solução paliativas por meio de distribuição de renda através de programas sociais e cotas para as universidades.

            Tudo isto é fruto de uma série de fatores, começando pela concentração de tributos na União (70% do bolo tributário vai para Brasília) e pela má gestão dos recursos públicos. Enquanto o ensino de base está falido, temos centenas de universidade públicas com ensino gratuito (nem na China temos universidade gratuita) que pouco ou nada colaboram para a sociedade. A maioria das pesquisas desenvolvidas nestas universidades está dissociada das necessidades do mercado, pois as universidades se afastaram das empresas por questões ideológicas e desenvolvem pesquisas que não tem sentido prático. A exceção que encontramos no Brasil é na UNICAMP que fornece uma qualificada base de profissionais para o desenvolvimento da Embraer, por exemplo. Voltando ao Rio Grande do Sul, que luta com a falta de recursos, encontramos ainda mais um agravante: a visão míope de nossos governantes que sustentam uma moribunda universidade estadual (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) ao invés de canalizar tais recursos para o ensino de base. 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

PT do Bras!






            Na inauguração da plataforma P-55 a Petrobras gastou no evento R$ 1,2 milhão com montagem e locação de tenda, piso e palco, climatização, locação de equipamentos, comunicação visual e até alimentação. Contudo, a Presidenta Dilma não apareceu devido ao mau tempo. Recentemente, a Presidenta Dilma, juntamente com a cúpula da Petrobras, inaugurou a plataforma P-58 que deverá atuar na costa do Espírito Santo. Na ocasião, entre discursos e aplausos, recebeu por parte dos operários a preocupação do eminente desemprego naquela região. Foi prometido que em março a Petrobras deverá fazer uma nova encomenda. Fica claro que a Petrobras é usada de forma eleitoreira para controlar a inflação subsidiando o preço dos combustíveis e criando empregos efêmeros quando produz navios e plataformas por preços mais caros do que encontrados em pólos navais mais adiantados como a Coréia do Sul. O desenvolvimento de uma região e de um país se dá através de planejamento, investimento em educação, mão-de-obra, infraestrutura e criação de condições para empreendimentos crescentes e sustentáveis com um bom ambiente de negócios. Fica a questão: será que em Rio Grande será possível criar uma indústria naval que chame a atenção do mundo com preço e qualidade semelhante à Coréia do Sul ou ficará dependente de encomendas esporádicas da Petrobras?
            Se formos analisar o crescimento da indústria naval coreana veremos que nasceu de uma política de governo. Depois de uma guerra civil que vitimou 3 milhões de habitantes e dividiu a península em dois países, era preciso estruturar a economia da nação. O ex-general e então presidente da Coreia do Sul, Park Chung-hee, governante do país de 1961 a 1979, defendia que o caminho era tirar vantagem das características geográficas da península. O presidente tinha certeza de que a saída para vencer a pobreza seria pelo mar e assim nasceu na Coréia a melhor indústria naval do mundo. Dos dez maiores estaleiros do mundo, sete estão na Coréia. O país detém um terço da carteira internacional de produção de navios, atividade que é um dos principais motores de sua economia – responde por 6% do PIB. Pelo menos 200 mil coreanos estão empregados na construção naval.
            Mas a Coréia do Sul precisava dar um salto e para tanto investiu pesadamente em educação. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010 , os alunos sul-coreanos ficaram em quinto lugar na prova que testou seus conhecimentos em matemática, ciências e leitura. Dados do Banco Mundial divulgados em 2011 apontaram que 98% dos jovens entre 25 e 34 anos completaram o ensino médio. Esse patamar de qualidade e de acesso à educação foi atingido, segundo especialistas, graças a um maciço investimento em educação (em 2009, segundo o Banco Mundial, esse investimento foi de 5% do PIB, ou seja, US$ 47,1 bilhões) – principalmente na formação dos professores, no investimento em material de apoio e na melhoria da estrutura e funcionamento das escolas – combinado com a cultura asiática de disciplina e valorização do ensino. Desta forma, a semente plantada com a indústria naval replicou em segmentos como automóveis e eletrônicos e siderurgia, transformando a Coréia do Sul na 12° economia do mundo. Com quase 50 milhões de habitantes, desde os anos 50 a Coréia conseguiu a proeza de multiplicar seu PIB per capita de US$ 70 para US$ 24,8 mil por habitante ao ano.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Pibinho.







            Já escrevi sobre os motivos do atraso brasileiro e mais uma vez vou tentar elucidar com fatos e dados:

EDUCAÇÃO:

            O Brasil investe muito e mal em educação. Esquece por completo a educação de base, tenta remediar com uma série de cotas para preenchimento de vagas no nível superior e torra uma imensa fortuna em universidades federais que dão pouco retorno a sociedade. Recentemente, a USP, principal centro de pesquisa do país, saiu do ranking global das 200 melhores instituições de ensino publicado pela revista britânica Times Higher Education, depois de ocupar o 158° lugar em 2012. A USP caiu no ranking pela ausência de um projeto internacional e o baixo nível de citações em publicações científicas. O professor de economia nos EUA Alexandre Scheinkman questiona sobre qual seria a inspiração da USP. Assim como a USP nenhuma das universidade federais aparecem na lista entra as 400 da revista. A China tenta imitar o modelo americano e já possui duas representantes na lista e o segredo foi direcionar verbas de pesquisas em parceria com empresas privadas e com financiamento público. No Brasil, as pesquisas acadêmicas se afastam das necessidades do setor privado. É como se o trabalho para o setor privado fosse uma traição aos valores do ensino superior. De nada adianta aumentar o número de instituições, devemos mudar de estratégia. Do MIT nasceram mais de 25.000 empresas nas duas últimas décadas. Na Unicamp, referência de apoio ao empreendedorismo no Brasil, foram pouco mais de 300 no mesmo período.

SISTEMA TRIBUTÁRIO:


            No Brasil as empresas participantes do SIMPLES têm que fazer mágica para crescer somente até o limite que as mantenha pagando impostos de forma simplificada. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, 62% das empresas que saem do SIMPLES ficam inadimplentes em até dois anos, pois não suportam lidar com até 100.000 combinações de regras tributárias. As grandes empresas gastam por ano 2.600 horas para lidar com a burocracia tributária – a média da América Ltina é de 367 horas e da OCDE, o clube dos países ricos é 176. As empresas vêem sua carga tributária aumentar em até 30% quando saem do SIMPLES.  O resumo disto tudo é que as grandes empresas disponibilizam um grande contingente de funcionários em atividades que não agregam valor e tiram a competitividade das empresas, pagando tributos e decifrando regras que mudam diariamente e as micro empresas fazem das tripas coração para não crescer e mudar seu enquadramento. Devemos reformar o sistema tributário e diminuir a carga para tornar o país mais competitivo.


AUMENTO DA COCORRÊNCIA:

            Segundo a Fundação Bertesmann, uma das mais respeitadas da Alemanha, estima-se que uma área de livre comércio entre EUA e UE aumentaria, a longo prazo, a renda per capita americana em 13% e a européia em 5%. A Alemanha geraria 160.000 empregos. Na contramão desta realidade está o Brasil, que desde 2009 elevou alíquotas de importação 31 vezes (duas vezes mais do foi feito por EUA,China e por todos os países da União Européia juntos). Por aqui, desde o governo Presidente Lula, estreitamos laços com países africanos e insistimos com o falido Mercosul, que não passa de uma confraria de presidentes que discursam contra os EUA e buscam forma de fortalecer a “Revolução Bolivariana”. Para o economista Marcelo Lisboa, vice-presidente da escola de negócios Insper, o Brasil deveria ter uma agenda de crescimento que incluísse o fim de distorções e privilégios concedidos a algumas empresas e setores.

INFRAESTRUTURA:

Como um paquiderme, o Brasil vai a passos lentos quando se trata de investimentos em infraestrutra. Para ficar só na área portuária, um estudo do Instituto Brasileiro de Pesquisas Tributária (IBPT) revela que os custos portuários tiveram crescimento (em dólar) de 27,26% no período de 2009 a 2012 no Brasil. Os custos portuários podem ser divididos em diretos ou indiretos. Entre os valores que recaem diretamente nos preços dos custos marítimos, estão as utilizações dos equipamentos e instalações portuárias terrestres ou marítimas. Os custos indiretos compreendem aqueles relacionados à contratação dos serviços de praticagem, rebocadores, agências marítimas, atracação e desatracação, faróis, vigias, transporte de tripulação, explica Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do IBPT.
Clima, oferta e demanda, oscilações de mercado. A maioria desses fatores que influenciam na renda do produtor e no preço das commodities agrícolas não podem ser controlados por política agrícola e investimentos dos agricultores. Já quando se fala em logística e infraestrutura de transportes e armazenagem, a situação é diferente. Se há algo que pesa nos custos de produção e impede o agronegócio brasileiro de ser ainda mais competitivo, são os problemas enfrentados por quem produz na hora de escoar a safra.


BUROCRACIA:

            Estudo do Banco Mundial analisa a dificuldade do setor privado em lidar com a burocracia. Para abrir uma empresa necessitamos de 119 dias. Despachar um contêiner em um porto leva 13 dias – nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média é de 10 dias. Outra pesquisa da Fiesp com o seu Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) coloca o Brasil na 156° posição de um ranking de 185 países no item burocracia. O Decomtec aponta que o Brasil gasta 2.600 horas por ano para uma empresa pagar tributos no Brasil, enquanto na média dos  países da OCDE são necessárias 176 horas por ano. Outro estudo, do Fórum Econômico Mundial, mostra que o Brasil ocupa as últimas posições quando são analisados itens como a regulação do governo.


LEGISLAÇÃO TRABALHISTA:


            No Brasil, os custos adicionais do trabalho são da ordem de 100%. Ao assinar a carteira de um funcionário, uma empresa arca com encargos iguais ao salário pago sem que este valor retorne ao trabalhador. As inúmeras obrigações são mais um peso que sufoca a competitividade dos produtos nacionais. Precisamos tornar a criação de empregos e a produção mais barata. Necessitamos de uma racionalidade para acabar com a profusão de encargos, benefícios diretos e indiretos, contribuições adicionais e burocracia para tornar nossas empresas mais competitivas. O custo do trabalhador chega a ser mais que o dobro do verificado em outros países emergentes. Na indústria de transformação, os encargos trabalhistas correspondem a um terço das despesas com mão de obra. Isso tem reflexos diretos na competitividade dos nossos produtos - as despesas ligadas ao trabalho significam de 20% a 50% do custo final dos manufaturados brasileiros.  O Brasil é o País com os encargos trabalhistas mais elevados em um grupo de 25 nações analisadas pela rede mundial de auditoria e contabilidade UHY. Nesse grupo, que inclui o G7 - grupo dos sete países mais industrializados - e os Brics - principais economias emergentes -, o Brasil desponta como líder mundial ao pagar, em média, 57,56% do valor bruto do salário em tributos. A média global é de 22,52%


PAU QUE NASCE TORTO, MORRE TORTO


            Acima citei as mais diversas causas, que todo mundo está cansado de saber, que fazem com que o Brasil não tenha um crescimento contínuo e sustentável em sua longa história. Poderia dizer que os motivos do eterno atraso brasileiro foram culpa da colonização portuguesa e da religião católica. Os portugueses vieram para cá extrair nossa riqueza natural (talvez por isso até hoje somos fortes na exportação de commodities) e trouxeram o sistema cartorial com excessiva burocracia, que só traz mais corrupção (quanto mais obstáculos, mais “facilitadores” aparecem no caminho prometendo resolver este ou aquele problema em troca de uma propina). Nos EUA, outro país de tamanho continental como o Brasil, os colonizadores foram para lá em busca de trabalho e oportunidade – este ponto é crucial para entender a diferença de estágio entre os dois países. Outro fator fica bem claro no livro do historiador americano David Landres, autor do best-seller “A Riqueza e a Pobreza das Nações”. A riqueza de uma nação está alicerçada em uma cultura econômica bem-sucedida, fruto do trabalho produtivo, em que o mérito suplantava o status, e a riqueza se construía ‘fazendo’, e não ‘tomando’. Outro ponto que toca o autor é a respeito da diferença fundamental entre católicos e protestantes ao analisar a forma como eles entendem os jogos de azar. Os católicos dizem que, se você apostar, pode perder dinheiro. Os protestantes dizem que você pode ganhar e obter riquezas imerecidas. Ganhar, não tirar dinheiro de alguém. 






PAU QUE NASCE TORTO, MORRE TORTO




            Em meus últimos textos citei as mais diversas causas, que todo mundo está cansado de saber, que fazem com que o Brasil não tenha um crescimento contínuo e sustentável em sua longa história. Poderia dizer que os motivos do eterno atraso brasileiro foram culpa da colonização portuguesa e da religião católica. Os portugueses vieram para cá extrair nossa riqueza natural (talvez por isso até hoje somos fortes na exportação de commodities) e trouxeram o sistema cartorial com excessiva burocracia, que só traz mais corrupção (quanto mais obstáculos, mais “facilitadores” aparecem no caminho prometendo resolver este ou aquele problema em troca de uma propina). Nos EUA, outro país de tamanho continental como o Brasil, os colonizadores foram para lá em busca de trabalho e oportunidade – este ponto é crucial para entender a diferença de estágio entre os dois países. Outro fator fica bem claro no livro do historiador americano David Landres, autor do best-seller “A Riqueza e a Pobreza das Nações”. A riqueza de uma nação está alicerçada em uma cultura econômica bem-sucedida, fruto do trabalho produtivo, em que o mérito suplantava o status, e a riqueza se construía ‘fazendo’, e não ‘tomando’. Outro ponto que toca o autor é a respeito da diferença fundamental entre católicos e protestantes ao analisar a forma como eles entendem os jogos de azar. Os católicos dizem que, se você apostar, pode perder dinheiro. Os protestantes dizem que você pode ganhar e obter riquezas imerecidas. Ganhar, não tirar dinheiro de alguém.